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Quando os Beatles tocavam em Hamburgo

Eis os Beatles – ou melhor dizendo, a gangue dos Beatles à época em que o grupo inglês era apenas uma banda estrangeira tocando na zona de uma cidade alemã, numa versão televisiva daquele período que já começou a ser produzida. Essa é a primeira foto oficial de Hamburg Days, seriado que está sendo produzido pela BBC para contar a pré-história do grupo de Liverpool, quando eles eram um quinteto e começaram a se envolver com alguns jovens artistas locais que ajudariam a mudar o destino do grupo. Essa turma está retratada na foto principal, que traz os atores Ellis Murphy (Paul McCartney), Paddy Gilmore (Pete Best), Harvey Brett (George Harrison), Rhys Mannion (John Lennon), Louis Landau (Stuart Sutcliffe), Luna Jordan (Astrid Kirchherr), Casper V Bülow (Klaus Voormann) e Lasse Klene (Jürgen Vollmer). Enquanto Best foi baterista do grupo até eles começarem a gravar discos (quando Ringo Starr assume as baquetas, em 1962), o baixista Stuart deixou o grupo após a temporada alemã para estudar arte e ficar com Astrid, que além de artista também inventou o corte de cabelos que viraria futura marca registrada da banda e compunha, com Voormann e Vollmer, jovens fotógrafos amadores que fazia parte do time de artistas que se chamava de “exis”, em referência aos existencialistas franceses. Klaus, que anos mais tarde faria a capa do disco Revolver (além de tocar em discos solo de John e George), é o ponto de partida da série, que é inspirada em sua autobiografia. Dividida em seis partes, a série será escrita por um ex-roteirista de Succession (Jamie Carragher) e deve estrear ainda este ano, esquentando a expectativa para a chegada dos quatro filmes que Sam Mendes está fazendo sobre o grupo, que devem estrear no ano que vem.

Dua Lipa ao vivo – e online!

Lá vem a Dua Lipa de novo! Nossa musa transformou a enorme turnê de 92 datas que realizou desde 2024 em filme ao reunir filmagens feitas nas três apresentações que fez na Cidade no México em dezembro do ano passado transformando-as no ao vivo Dua Lipa (Live From Mexico), que estreará no YouTube no dia 21 de maio às duas da tarde (horário de Brasília) e, no dia seguinte, chega às plataformas de áudio. No trailer do disco ao vivo ela diz que “essa turnê foi a experiência mais bonita e satisfatória da minha carreira até agora”. O registro ao vivo trará o dueto que fez com Fher Olvera, da banda mexicana Maná, quando cantaram “Oye Mi Amor”.

Veja o trailer abaixo:  

Vem Avalanches!

Começou! A dupla australiana Avalanches acaba de lançar o single “Together”, com as participações dos norte-americanos Nikki Nair, Prentiss e Jessy Lanza (os dois primeiros estadunidenses, a última canadense), e com isso inicia os trabalhos de seu quarto álbum, mas sem contar muito além disso. A não ser ao lançar um clipe com disquetes, celulares pré-smartfones e iPods e lançar um site chamado Takumi Digital Archives, que anuncia: “Na Takumi, entendemos que arquivos digitais são mais do que repositórios de dados – eles são uma memória institucional, propriedade intelectual e legado cultural”. E continuam “Nossa plataforma combina segurança de alto nível, infraestrutura escalonável e indexação inteligente para entregar uma fundação segura e pronta para o futuro da preservação digital”. Será que esse é o tema do disco?

Assista abaixo:  

Paulinho da Costa popstar

É muito bom ver um monstro sagrado da música brasileira ser reconhecido em vida. O percussionista Paulinho da Costa – que já tocou com TODO mundo (de Stevie Wonder a Michael Jackson, de Madonna aos Stones) – é um dos maiores de todos os tempos e está vivendo um 2026 de ouro! E depois do sucesso do documentário que a Neflix fez sobre ele (The Groove Under The Groove: Os Sons de Paulinho da Costa, que estreou em março passado), ele acaba de se tornar o primeiro brasileiro nativo a ganhar uma estrela na famigerada calçada da fama em Hollywood. Antes dele, apenas Carmen Miranda (que apesar do coração brasileiro nasceu em Portugal) foi nossa única conterrânea a brilhar na passarela da fama. Ave Paulinho!

No “Olho” do Orange Disaster

Agora vai! Eis o clipe de “Olho”, primeiro single de Paralich, próximo disco do Orange Disaster que finalmente sai depois de anos, que a banda liberou em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Começamos a produzir esse disco ali pelo final de março de 2020, quando a gente ainda achava que a quarentena duraria umas poucas semanas”, explica Carlos Freitas, guitarrista do grupo e produtor musical que acaba de fechar as portas do seu heróico estúdio Aurora. “Nessa época, o Davi, nosso baterista, morava na Alemanha e o Theo, então um dos nossos guitarristas, morava no Uruguai, por isso fazer o disco acontecer não foi uma tarefa fácil com cinco pessoas morando em três países e quatro cidades diferentes”, que Carlão ainda soma tragédias pessoais vividas por cada um dos integrantes como motivo para lançar o disco quando finalmente tivessem condições de tocá-lo ao vivo sem substitutos para o lançamento, a volta de Davi Rodriguez Lima no começo do ano fez com que eles finalmente pudessem soltar o que se referiam como seu próprio “China in Box Democracy”, em referência ao infame disco do Guns N Roses que nunca saía. O título em russo, que quer dizer “Paralisia”, em referência aos anos que se passaram. “Eu estava com impressão de que a Europa era um mundo meio paralelo que tava começando novamente ter um impacto mundial mais amplo e comecei a ler muita coisa sobre política europeia, ficando com a impressão de que a Rússia era num lugar que estavam prestando pouca atenção”, explica o vocalista J.C. Magalhães. “É um lugar que era muito sintomático do mundo atual, por isso achei que era um jeito de mostrar que eles são importantes e que a gente vai ter que conviver muito com as maluquices de lá. E que se ia acontecer alguma insanidade, provavelmente viria de lá, como aconteceu… Foi um chute que eu dei que acabei acertando…”, diz em referência à questão do país com a Ucrânia. Paralich sai na próxima sexta, dia 22, quando fazem um show dividindo a noite com o Tutu Naná, no Fffront.

Assista abaixo:  

A volta dos Faces está esquentando…

Rod Stewart e Ronnie Wood voltaram às notícias este mês. Enquanto o guitarrista dos Rolling Stones ressurgiu junto com a dupla fundadora sua banda para anunciar mais um novo disco do grupo, o velho vocalista inglês foi parar na editoria de política ao cumprimentar o Rei Charles por ter colocado aquele pulha (“ratbag”, em inglês grosseiro mesmo) em seu devido lugar, ao referir-se ao presidente dos EUA, Donald Trump, arrancando um sorrisinho de canto da alteza deles. Acontece que esse encontro de Rod com o rei da Inglaterra aconteceu nesta segunda-feira no show de 50 anos do King’s Trust, um fundo de caridade da realeza britânica criado em 1976 e que a partir de 1982 começou a fazer shows para arrecadar dinheiro, o primeiro deles reunindo Pete Townshend, Kate Bush, Phil Collins, Robert Plant e o grupo Madness, sempre no tradicional Royal Albert Hall. Uma das atrações musicais deste ano foi justamente o encontro de Rod e Ronnie no palco, voltando às suas raízes musicais como Faces, quando tocaram “Ohh La La” e sua versão para o clássico imortalizado por Elvis “Good Rockin’ Tonight”. Criado após a saída do guitarrista Steve Marriott do grupo Small Faces em 1969, o Faces surgiu quando os integrantes remanescentes do conjunto original – o baixista Ronnie Lane (que morreu em 1997), o baterista Kenney Jones e o tecladista Ian McLagan (morto em 2014) – convocaram Ronnie e Rod, que tocavam no Jeff Beck Group, para fazer uma nova versão da banda, o que consolidou a carreira dos dois no mundo da música ainda no final dos anos 60. Há uma longa especulação sobre uma volta do grupo, algo que foi confirmado ano passado pelo próprio Kenney Jones, que disse numa entrevista que eles já tem inclusive material para lançar um novo disco, e essa apresentação na segunda passada parece ter sido a segunda faísca pra que isso aconteça; a primeira aconteceu no ano passado, quando Rod chamou Ronnie para o palco do Glastonbury para cantar “Stay with Me”, dos próprios Faces.

Assista abaixo:  

Pelados na Europa!

Enquanto isso, os Pelados acabaram de anunciar seu primeiro passeio internacional ao anunciar que, após o convite que receberam pra tocar no festival português Kalorama, emendaram outras datas para aproveitar a volta pela Europa. Assim, além de tocar no festival em Lisboa no final de agosto, também conseguiram datas em Porto, também em Portugal, e outras datas na Alemanha no início de setembro. E devem confirmar outras apresentações assim que confirmarem. Vai Pelados!

A turnê “quase global” do Test

Absurda essa turnê que o nosso Test começou na semana passada, passeando por continentes que o War das bandas independentes brasileiras sequer cogitam. São 38 datas que incluem treze no Japão, dez na Nova Zelândia, além de passar pela China, Austrália, Singapura e Taiwan, além de dar uma passada no Chile na volta. É a 22ª turnê internacional da dupla e, como sempre, tudo feito na unha, sem patrocínio nem edital. Na raça.

Veja as datas abaixo:  

Mais uma dos Strokes

Logo após confirmar mais uma vinda ao Brasil (quando se apresentam no fim do ano no Primavera de São Paulo), os Strokes lançam mais uma música de seu próximo álbum, Reality Awaits. “Falling Out of Love” é o tipo de balada que esperamos de uma banda de rock, mas esse excesso de autotune no vocal de Julian Casablancas ultrapassa o limite do suportável. Ao menos sabemos que ao vivo ele não usa essas coisas…

Ouça abaixo:  

Fagogo solto

Gibaa surpreendeu nesta terça-feira ao apresentar não apenas músicas de seu próximo álbum, Fagogo, que não irá para as plataformas de áudio e só poderá ser ouvido no próprio player digital revelado durante a apresentação que tem o mesmo nome do disco. A surpresa veio ao por revisitar não apenas suas próprias canções antigas e outras de outros autores que lhe influenciaram num novo formato, mas justamente pelo próprio formato escolhido para a apresentação. Chamou o baixista Antonio Andrade e o pianista Enrico Machado para, apenas à guitarra, cantar canções sem instrumento rítmico: nada de percussões nem bateria seja acústica ou eletrônica, o que ressaltava a beleza de suas canções, acamadas na microfonia shoegaze de seu instrumento e na doçura do vocal, por horas frágil de propósito (batendo na vertente Daniel Johnston do indie rock), por outras com a força e precisão exata. E além de músicas próprias (incluindo de projetos antigos, como a banda This Man e os Sem Cuecas, e futuros, como os Minikids), cantou canções de Manu Julian, da Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo e do Lauiz, que inclusive fez uma das participações da noite, que ainda contou com o baixo de Helena Cruz em uma canção e os integrantes do Minikids no final. Vai Gibaa!

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