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Malu Maria ♥ Angela Ro Ro

Um convite para participar de um livro tornou-se canção. Assim surgiu “Angela Ro Ro”, música que Malu Maria lança nesta quinta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. O convite veio de Marina Ruivo, da editora Garoupa, que organizou o recém-lançado volume Leia Esta Canção: Angela Ro Ro – Contos, Canções, Relatos & Afins para celebrar o legado da autora que nos deixou no ano passado e que traz textos de Bárbara Eugênia, Santiago Nazarian, Jair Naves, Pedro Alexandre Sanches, Lígia Codo, entre outros “Esse convite me pegou em cheio e me fez refletir profundamente sobre a minha relação com a Angela”, lembra Malu. “A escuto desde pequena e sempre foi uma inspiração gigantesca para mim por ser essa mulher corajosa, entregue, passional, transbordante e extremamente poética.”

“No primeiro momento, escrevi um poema para o livro, mas depois de pronto, percebi que aquele texto já tinha um ritmo próprio, trazia melodias escondidas e a canção surgiu quase que naturalmente”, continua a cantora. “Quando ficou pronta, decidi mostrar para o meu amigo Dustan Gallas, que é um músico maravilhoso e com quem já tinha trabalhado no meu último disco, o Nave Pássaro. Ele captou a essência na hora e colocou um piano lindo, que dialoga intimamente com tudo o que a Angela sempre fez ao piano. Essa parceria deixou o resultado muito especial.”

Ouça abaixo:  

É mesmo a caixa do Rubber Soul!

Os Beatles criaram mistério, mas as lojas online acabaram estragando a surpresa que eles preparam para esta quarta, quando fãs descobriram que o anúncio que eles haviam feito era mesmo a caixa do Rubber Soul. Faltam detalhes, mas já dá pra saber que são quatro discos (dois deles com o disco de 1965 na íntegra, provavelmente com variações de mixagem, e dois deles com 26 faixas, várias repetidas, certamente versões rascunho feitas no estúdio, pelo menos uma inédita – se “Little Girl” não for uma variação de outra, como “Run for Your Life” – e músicas que nem são do Rubber Soul) acompanhados de um livro com fotos e textos sobre o disco. Certamente virão muito mais detalhes sobre o aguardado lançamento (não sabemos nem a data de lançamento), mas a confirmação já saciou a expectativa…

Veja a lista com todas as faixas da caixa abaixo:  

Egrégora folk caipira

É a segunda vez que isso acontece este ano no Centro da Terra e, como da outra vez, foi impressionante ver como um disco pode crescer em dez anos. Como o Irmão Victor (que desta vez estava na plateia) fez no mês passado, a dupla Antiprisma também celebrou o aniversário de dez anos de seu disco de estreia, coincidentemente lançados em 2016. Apresentações que foram me apresentadas em conversas paralelas e que calharam de acontecer no mesmo palco com semanas de diferença. E como aconteceu no show do músico gaúcho, a dupla Victor José e Elisa Moos optaram por enriquecer ainda mais seu disco de estreia, preenchendo arranjos com os dez anos de estrada que construíram desde o lançamento do disco. Com isso, optaram por convidar músicos que fizeram parte de sua biografia para transformar a aconchegante choupana folk que construíram no mato com as próprias mãos há dez anos, em uma confortável e ampla casa, sem perder a simplicidade do trato, mas com atenção redobrada ao detalhe. Começaram o show em sua essência, só os dois no palco entrelaçando vocais e violões lindamente, e aos poucos foram chamando os amigos. Primeiro subiram o pai do prognejo Clóvis Cosmo (desta vez na bateria, mas revezando-se entre outros instrumentos como washboard, boingo e flauta) e o baixista Zé Mazzei (tocando um contrabaixo acústico na maior parte do tempo com arco de violoncelo), que acompanharam a dupla por quase toda a apresentação. Aos poucos começaram a chamar outros convidados, como a dupla gaúcha Doce Creolina, a maga Carol Encanto do grupo folk nórdico Yön, a pianista e vocalista Alambradas e o guitarrista Zé Antonio Algodoal, cada um deles entrando em cada número, exatamente na mesma ordem do disco até atingir o ápice em “Das Coisas”, quando reuniram todos os convidados ao redor da mesma música, erigindo uma pequena egrégora de folk caipira que funcionava como uma assinatura musical da atmosfera dos dois. Encerraram o show e o disco sozinhos os dois, primeiro com a última do disco homenageado, para depois completar a noite com uma música de cada um de seus lançamentos, desde o primeiro EP de 2014 (“o do burrinho”) até o disco mais recente (Coisas de Verdade, de dois anos atrás). E o que poderia parecer saudosismo, soou mais como a consciência da experiência de todos estes anos.

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Antiprisma: 10 Anos de Planos para Esta Encarnação

Muita satisfação em receber no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, a comemoração que Elisa Moos e Victor José fazem de uma década do primeiro disco de seu Antiprisma. Planos para Esta Encarnação é recriado no palco do teatro ao ser tocado na íntegra, reforçando a natureza acústica do duo, que recebe convidados para esta apresentação inédita, além de fazer novos arranjos para as clássicas canções. Prometem uma versão madura, que reforça letras e as harmonias vocais em um clima, e contarão com as presenças de Clóvis Cosmo, Zé Mazzei, a dupla Doce Creolina, Carol Encanto, Alambradas e Zé Antonio Algodoal, numa noite que promete ser especial. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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E parece que não é só um novo Rubber Soul que tá vindo aí…

Logo depois de soltarem um teaser que foi entendido pelos fãs como o anúncio da tão aguardada caixa do Rubber Soul, os Beatles publicaram um vídeo sobre o filme Help! sem dar muita explicação (deixando apenas “alguém os socorra, por favor”), mas juntando lé com cré, os mesmos fãs começaram a especular que há mais coisas vindo aí. De palpites prováveis como o relançamento do filme nos cinemas (ou no Disney+ – ou em ambos!) a uma segunda caixa, desta vez deschavando o outro disco que lançaram em 1965 até a possibilidade de uma grande série de anúncios intitulada Beatles ‘65, que incluiria as caixas de Help! e Rubber Soul, o relançamento do filme e do show que eles fizeram no Shea Stadium, em Nova York, naquele mesmo ano (cruzando mais uma barreira pela primeira vez, a dos shows em estádios esportivos) e sabe-se lá que mais eles podem ter deste ano guardado (programas de TV? As gravações na BBC? Entrevistas?). E se você lembra que ano que vem é quando saem os quatro filmes que Sam Mendes está dirigindo sobre a carreira da banda do ponto de vista de cada um deles, temos aí um grande evento beatle sendo materializado em câmera lenta na nossa frente exatamente agora…

Assista abaixo:  

Eis os títulos das faixas do novo disco de Phoebe Bridgers

“Já que vazou, tá aí!”, disse Phoebe Bridgers em sua conta no Instagram, revelando o título das 16 músicas de seu Lost Weekend com títulos assertivos como “Panorama”, “Kill Me”, “Never Going Back!”, “Other Plans”, “The Governor’s Waltz”, “Bobby”, “I Can’t Wait”, “Haunted”, “Lost Weekend” e “Lost Weekend (Reprise)”, lembrando que faltam 16 dias pro lançamento de seu disco.

Coisas do Moacir Santos em vinil

Aproveitando o centenário do mestre da música brasileira Moacir Santos comemorado no último dia 26, a fábrica de discos Polysom atualiza seu estoque com mais cópias do clássico Coisas (1965), disco fundamental na história da música gravada – e não apenas brasileira. Infelizmente fora das plataformas de streamings (suas canções podem ser encontradas espalhadas nessas joças musicais, mas não na íntegra), o disco só pode ser ouvido por vias extraoficiais ou em sua versão física.

Parece que a edição especial do Rubber Soul finalmente vai sair…

Os Beatles mandaram um email para quem assina sua lista de email nesta terça-feira começando uma contagem regressiva de menos de 24 horas para… alguma coisa. Mas pelas pistas (a paisagem pastoril do vídeo no Instagram e o título do email enviado – “It’s been a long time, now I’m coming back home…” – uma letra da música “Wait”), tudo indica que finalmente vamos ouvir a versão cheia de extras do álbum Rubber Soul, que todo mundo achou que fosse sair no ano passado (por conta de seu aniversário de 60 anos). Se isso rolar, talvez finalmente vamos entrar na era das faixas-bônus dos cinco discos iniciais do grupo, já que todos depois de Rubber Soul (do Revolver ao Let It Be) já têm suas próprias edições completas.

Vamos aguardar…

Aquele baile do norte

Patrícia Bastos encerrou sua temporada Planeta Arrepiado nesta segunda-feira no Centro da Terra transformando o teatro num grande baile nortista. Como sempre acompanhada pelo violão de Dante Ozzetti, que desta vez contrapôs às guitarradas do filho de Patrícia Skipp e à percussão de sua própria filha, Thata Ozzetti , a cantora do Amapá veio acompanhada dos belíssimos vocais dos cantores congoleses Leo Matumona e Hidras Tuala, que superpuseram seu africanto por cima das referências caribenhas e amazônicas da dona da noite, que ainda trouxe um convidado surpresa, quando contou com a presença do multiinstrumentista Zé Pitoco, que desta vez assumiu a zabumba. A presença do grave instrumento de percussão foi a deixa para Patrícia deixar sua apresentação ainda mais dançante, fazendo até o público se levantar para dançar em pleno teatro. Noite linda!

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