Trabalho Sujo - Home

Last Dinner Party ♥ LCD Soundsystem

O grupo inglês Last Dinner Party apresentou-se duas vezes no Brooklyn Paramount em Nova York neste fim de semana e para saudar a cidade, visitou o hino do LCD Soundsystem à grande maçã, “New York, I Love You but You’re Bringing Me Down”, uma música que funciona pacas com o repertório da banda. Bom demais.

Assista abaixo:  

…e os Turmallina também!

O quinteto paulistano Turmallina, que, embora já existisse antes de 2020, veio de uma cena específica que surgiu em São Paulo depois da pandemia cruzando referências tão distantes quanto emo e shoegaze, também está prestes a lançar seu primeiro álbum e antecipou o terceiro single de seu disco Enquanto o Mundo Dorme em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Serra” chega às plataformas de áudio nesta quinta-feira e é o último single antes do lançamento do álbum, depois de “Sem Chão” e “Mil Pedaços”, ambos deste ano. “Sinto que o som da Turmallina sempre se baseou numa mistura, de gêneros, mistura de elementos, de épocas, até porque somos cada um de um extremo da cidade, pessoas diferentes e gostos diferentes”, explica o guitarrista e vocalista Caio Silva, que compõe a banda ao lado de Gabe Jordano (voz), Marcos Marques (guitarra), Eduardo Campos (baixo) e Paula Janssen (bateria). “Sempre prezamos por tocar o que gostamos, e nos divertimos muito criando essas músicas. Evoluímos e amadurecemos ideias e construímos nossa identidade.” Ele cita a importância do ex-Applegate Rafa Penna no processo: “Por influência dele e naturalmente das bandas da nossa cena, conseguimos colocar bastante psicodelia nesse disco, algo que não tínhamos muita confiança pra fazer antes”.

Ouça abaixo:  

Tangolo Mangos vem chegando…

Tô falando que 2026 tá ficando bom e mais um indício disso é que a banda baiana Tangolo Mangos finalmente vai lançar o sucessor de seu disco de estreia Garatujas. Pedágios y Caronas será lançado no mês que vem e traz a banda afiadíssima depois de meses na estrada tanto pelo Brasil quanto no exterior. E o primeiro aperitivo do novo trabalho é o single “Dominó”, que eles antecipam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Escrito e cantado pelo percussionista Bruno “Neca” Fechini, a faixa traz uma malemolência sossegada que contrasta com o elemento fulminante dos shows – que também está logo no início do novo disco. Mas a escolha é estratégica, como explica o vocalista e guitarrista Felipe Vaqueiro: “Durante a mixagem, no Estúdio Ori, em Salvador, percebemos o quanto nossos engenheiros e co-produtores – Apu Tude e Victor Vaughan -, assim como seus colegas e visitantes que passavam por lá, ficavam com essa música na cabeça, cantarolando até ao longo dos dias das sessões, como também acontecia com o público nos show”, lembra.

“Ainda que não tenha a carga de velocidade e agressividade de outras músicas do disco, ela conquista e cativa pelo suíngue e qualidade da canção, e vimos isso acontecer com públicos não só no Brasil mas nas nossas experiências tocando em países europeus”, continua Vaqueiro. “Além disso, a gente achou que seria interessante introduzir esse novo universo de faixas com uma música que dá uma amostra do teor pop e cancioneiro que vem aí, mas sem revelar o todo. Talvez outras músicas do álbum como single entregassem uma silhueta sintética mais bem definida do que vem pela frente, mas ‘Dominó’ funciona muito bem como essa espiada do futuro trabalho.” A banda já marcou o show de lançamento do disco em São Paulo, quando tocam ao lado da dupla Kim e Dramma no Porão da Casa de Francisca, no próximo dia 28.

Ouça abaixo:  

Juçara Marçal e Thais Nicodemo chegam ao disco

Eis a capa de Dessemelhantes, disco que Juçara Marçal lança ao lado da pianista Thais Nicodemo depois de passear por alguns palcos da cidade desconstruindo canções contemporâneas no próximo dia 9 de maio, e que ela antecipa em primeira mão para o #trabalhosujo. “São xilos com matrizes ligadas a tipografias”, explica Juçara sobre a arte feita pela irmã de seu compadre Kiko, Gina Dinucci. “Ela vai fazendo sobreposições dessas matrizes criando um efeito muito interessante, que parece legível, mas não é. A série de onde saiu a ideia da capa chama-se ‘Indizíveis’, de 2017, e quando chamei a Gina pra pensar numa arte pro disco, ela mostrou, entre várias possibilidades, essa série, que achei q tinha tudo a ver com a concepção do disco: algo que parece simples mas encobre uma complexidade na feitura.”

“E também a ideia do indizível… Indizível porque faltam palavras?… ou porque está para além delas?”, continua Ju. “No caso do nosso disco, dá pra pensar ainda nos sons que se somam às palavras e as fazem transbordar de sentidos, sensações… e pra mim isso é uma outra forma muito precisa de definir a canção!”

Além de músicas de Kiko, Maria Beraldo, Rodrigo Campos, Kauê, Negro Leo, Clima e Rômulo Fróes, o disco ainda tem uma colaboração das duas com Thiago França, justamente a que o batiza. “Melodia dele, letra minha e única inédita do disco, que chegou um dia antes de eu e Thais entrarmos no estúdio pra gravação”, lembra a vocalista.

“Eu e Thiago fizemos essa música mais ou menos em 2018 e chegamos a testar num ensaio do Metá Metá, mas acabou não rolando e ficou esquecida. Criei a letra inspirada numa postagem que a poeta e ensaísta Rosane Preciosa fez no Instagram e conversando com uma amiga recentemente, lembrei dela. Thiago me ajudou a recuperar nos perdidos de gravações de ensaio e acabei achando que tinha a ver incluir no disco. Thais fez um arranjo super bonito explorando ostinatos à lá Meredith Monk e ela chegou chegando – e virou nome do disco.” Feito, como ela mesma cita, “’às próprias custas S.A.’, como diria Itamar, tive apoio da YB na mixagem, masterização e no lançamento nas plataformas.” Estamos esperando!

Enfim, palco

Fez-se palco! Heloiza Abdalla finalmente materializou seu livro de poemas Ana Flor da Água da Terra em espetáculo nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando completou 20 anos desde que começou a escrevê-lo e dez de sua publicação. Com o auxílio luxuoso – e discreto – de bons camaradas como Sandra-X (voz e efeitos), Breno Kruse (violão e guitarra), Romulo Alexis (trompete), Chicão (piano) e Diogo Cardoso (luz), ela fundiu poesia, música, dança e cinema numa apresentação que ganhou seu próprio corpo – e ainda deixou uma palhinha de seu próximo livro ao improvisar um bis com o sexto poema de Sala Azul Vermelha.

#heloizaabdallaocentrodaterra #heloizaabdalla #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 080

Heloiza Abdalla: Ana Flor da Água da Terra

Imensa satisfação proporcionar à Heloiza Abdalla a transformação de seu livro Ana Flor da Água da Terra em espetáculo musical no aniversário de dez anos de sua publicação. Ela transforma os poemas desta obra em um improviso livre contínuo que conta com as participações de Sandra-X (voz e efeitos), Breno Kruse (violão e guitarra), Romulo Alexis (trompete) e Chicão (piano), além de iluminação feita pelo poeta Diogo Cardoso. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

#heloizaabdallaocentrodaterra #heloizaabdalla #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 079

DJ Shadow comemora 30 anos de Endtroducing… na estrada!

Acho tão bom que os anos 90 estão sendo revividos de forma epistolar, com cada um dos seus subgêneros particularmente revisitados em vez de serem misturados num requentado coletivo que misturaria grunge, trip hop, shoegazer, nu metal, mangue beat, gangsta rap e o Pato Fu (quem viveu aquela época lembra de um rótulo azedo do período, a infame “MISTUREBA”). Felizmente estamos voltando à última década do século passado como se consultássemos uma coleção em vez de ler um almanaque ou ouvir um imenso mashup com músicas que não têm nada a ver umas com as outras. Outro momento deste revival foi anunciado nesta terça-feira, quando o mago dos vinis DJ Shadow avisou que irá levar seu álbum de 1996, o único Endtroducing…, para a estrada a partir de setembro, passando por 18 cidades entre os EUA e o Canadá. É meio inevitável que ele anuncie em breve uma perna dessa turnê pela Europa e não custa sonhar que, eventualmente, ele venha parar aqui no Brasil, onde já tocou em 2006 (no Tim Festival) e 2012 (nos 10 anos da festa Chocolate). Quem já o assistiu tocando ao vivo tem uma ideia do que ele pode fazer com esse disco mágico…

Boogarins diferenciado

Do nada, eis os Boogarins. Eles acabaram de lançar um EP chamado de Diferenciado que, pelo subtítulo (Volume 1), promete antecipar as prévias que fizeram antes de entrar no estúdio para gravar seu próximo álbum (ainda sem título), que será produzido nos EUA por Adrian Quesada no final da turnê que estão fazendo pelo país. O primeiro volume foi gravado pela banda em diferentes momentos entre 2017 e 2025 e traz colaborações deles com o Edgar, com o artista sonoro Bruno Abdala e com a ex-vocalista da banda curitibana Audac, Alyssa Lérie. Eles soltaram a última música (“O Que Eles Querem Ser”) no Bandcamp, mas pra ouvir o disco inteiro tem que assinar a newsletter deles – um jeito esperto que os goianos encontraram pra fugir das plataformas de streaming. E vai lá ouvir porque tá beeem bom…

Ouça abaixo:  

Lá vem a Ariana Grande…

Ariana Grande está encerrando a turnê de seu disco Eternal Sunshine e acaba de anunciar o oitavo álbum, batizado apenas de Petal. Sem single nem clipe (pelo menos por enquanto), o disco já está em pré-venda e será lançado no dia 31 de julho. E que capa linda…