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Ritchie Blackmore tocando “Smoke on the Water” com o Deep Purple… em 2026!

Foi o próprio Ritchie Blackmore que pediu, como contou o vocalista Ian Gillan antes de chamar o lendário guitarrista do Deep Purple para o palco em que a banda que fundou apresentava-se nesta quarta-feira, no Jones Beach Theater, em Nova York, nos EUA: “Uns dias atrás recebi uma mensagem de um rapaz da região, dizendo que estava ‘aqui na esquina, vocês se importam se eu tocasse com vocês?’. É um prazer absoluto ter de volta ao palco o membro fundador e lenda, o imortal Ritchie Blackmore!!”. O próprio guitarrista já havia dado a dica num podcast no dia anterior, ele que não apareceu nem na entronização do lendário grupo inglês no Rock and Roll Hall of Fame, em 2016, dizendo que “eu não toco rock há vinte e cinco anos!”. Pois tome o próprio Ritchie voltando ao seu Deep Purple em pleno 2026! (E não custa lembrar que o grupo acabou de lançar um – bom! – disco novo, chamado Splat!).

Assista abaixo:

Kathleen Hanna + Ad-Rock ♥ Justin Bieber

Enquanto seu compadre Mike D prepara-se para lançar seu primeiro disco solo, o outro beastie boy sobrevivente acaba de soltar um single ao lado de sua companheira. E que casal foda que é o Ad-Rock com a Kathleen Hanna, um beastie boy e uma bikini kill que juntos salvam uma música sem sal gravada pelo Justin Bieber (“Let Me Love You”, de 2016) transformando-a num hit irresistível, em que a Kathleen assume os vocais e Ad-Rock mantém-se discreto na guitarra-base, numa música que ainda conta com outros dois bambas do time do melhor trio de rap na produção, com Mario Caldato Jr. na produção e Money Mark nos teclados (além de Fred Ortiz e Frank Figueroa na cozinha). O single faz parte da coletânea Contra-ICE Vol. 1: ICE OUT, organizada por Dali Colorado da ONG Build Art Make Change (BAMC), que ainda conta com músicas de Tom Morello, Jello Biafra, Fred Armisen, Ozomatli, Fishbone, Money Mark e David J (que foi do Bauhaus e do Love and Rockets), entre outros músicos, poetas e comediantes, que reforça a importância de acabar com a polícia antiimigração do regime de Donald Trump nos EUA. Ela será lançada no dia 2 de outubro e já está em pré-venda.

Ouça o single abaixo:  

A primeira edição do São Paulo Independent Music começa nesta quarta-feira

Começa nesta quarta-feira e vai até domingo a primeira edição do evento São Paulo Independent Music, idealizado e produzido pelo produtor e curador Edimar Filho, que reúne shows e conferências para conversar sobre a cena independente na cidade. São cinco noites de shows em 10 palcos paulistanos diferentes, reunindo bandas como Menores Atos, Boogarins, Jonabug, Ludovic, Garotas Suecas, Pelados, Julieta Social, Ottopapi, Molho Negro, Deb & The Mentals, Garage Fuzz, Chão de Taco, Jovens Ateus, entre outros, além de dois dias de conferências no sábado e domingo, na Casa Rockambole, com doze painéis de discussão sobre assuntos como gestão de selos, festivais, circulação, jornalismo, shows, entre outros temas. Participo do festival como mediador de uma destas mesas no domingo, quando, às 15h, converso com Alê Sater (do Terno Rei), Phil Fargnoli (do CPM22) e Léo Ramos (do Supercombo) sobre viver de música independente. A programação inteira do Spim 2026 pode ser conferida no site do evento.

Festa de encerramento do Festival Filmes Incríveis @ Belas Artes (12.8)

Mais uma vez volto a trazer música para o Cine Belas Artes, mais uma vez transformando seu hall de entrada em uma pista de dança, como fiz há duas semanas na festa de abertura do Festival Filmes Incríveis, que foi apenas para convidados. Desta vez a festa é aberta ao público e o filme que encerra a mostra é Refém por um Fio, de Gus Van Sant, que será exibido às 19h30, para depois mais uma vez transformar o cinema numa festa. Os ingressos já estão à venda.

Intersecção de caminhos

Luíza Villa e GabirotoX colidiram suas carreiras nesta terça-feira no Centro da Terra no espetáculo Só Mais Uma Vez, que apresentaram pela primeira vez depois de quase um ano de relacionamento – artístico e pessoal. E a apresentação foi como assistir à lenta fusão destas duas personalidades: o guitarrista GabirotoX acompanhado de seu pai, o baixista João Monteiro, e o compadre Pietro Benedan, que também é baterista do grupo Naimaculada, enquanto Luíza veio com o mesmo Pedro Abujamra que faz parte de sua banda Orfeu Menino nos teclados e o percussionista Jorge Bento, com quem já tocou em algumas apresentações. E foi quase didático a evolução da apresentação, à medida em que reconhecíamos as músicas do guitarrista, com viés clássico do rock e fortes pitadas de Raul Seixas, e as de Luíza, com os dois pés na MPB dos anos 70. Os dois chegaram ao equilíbrio perfeito de suas influências quando cantaram juntos o último número da noite, abrindo vozes numa balada folk que ecoava as raízes folk rock dos ídolos de Gabiroto e a presença de Joni Mitchell no trabalho de Villa. A pedidos, voltaram para um último número, visitando “Escrito nas Estrelas” de Tetê Espíndola, com o guitarrista citando o clássico solo do recém-falecido Carlini em “Ovelha Negra”, do Tutti Frutti. Agora começou!

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GabirotoX + Luíza Villa: Só Mais Uma Vez

Maior satisfação em receber nesta terça-feira o encontro de dois novos talentos da cena de São Paulo num show conjunto, quando os incansáveis GabirotoX e Luíza Villa misturam influências e repertórios pela primeira vez no mesmo palco, mostrando inclusive músicas compostas a dois. O espetáculo Só Mais Uma Vez também reúne instrumentistas que acompanham os respectivos trabalhos solo dos dois, como o tecladista Pedro Abujamra e o percussionista Jorge Bento do lado de Luíza e o baixista João Monteiro e o baterista Pietro Benedan do lado de GabirotoX, enquanto os dois dividem vocais e violões à frente do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Lauryn Hill ♥ Erykah Badu

Duas mães do neosoul posaram juntas pela primeira vez num mesmo ensaio para a próxima edição da revista inglesa Outlander. Lauryn Hill e Erykah Badu foram fotografadas por Elliot Hensford – e há mais fotos abaixo:  

…mas não falha

Confia que vem: assim foi o começo da temporada que a mineira Sara Não Tem Nome está fazendo nas segundas de agosto no Centro da Terra, quando finalmente pode reunir um de seus vários projetos paralelos pela primeira vez no palco. A estreia ao vivo de seu grupo Tarda acontece seis anos após o lançamento de seu único disco, lançado no infame 2020 pandêmico que nos confinou sem shows por quase dois anos seguidos, e com mudanças na formação – a entrada do baterista Wallace Schmidt no lugar de Julia Baumfeld, que acaba de ser mãe e não pode comparecer à estreia, sendo lembrada na estampa de uma camiseta vestida num dinossauro inflável num dos cantos do palco (este assinado pelo quinto integrante da banda, o cenógrafo Randolpho Lamonier). A espera por este momento ainda foi temperada por minutos de espera para a banda subir ao palco, instaurando uma tensão levada por toda a apresentação, em que o grupo não trocou palavras com o público, esticando-a em transições entre as músicas que levavam mais tempo que o normal porque seus integrantes trocam de instrumentos constantemente. Mas a liga criada pela mistura dos talentos de Sara (entre vocais, sintetizadores, baixo, guitarra e bateria), Paola Rodrigues (entre synths e vozes, muitas vezes loopadas), Victor Galvão (entre baixo e guitarra) e Wallace (da bateria para a guitarra), aguçou o clima de fim de mundo instigado pela execução da íntegra do disco bilíngue Futuro, indo do pós-punk ao noise e por experimentos eletrônicos, e deixando a sensação de desesperança e melancolia crescer intensamente junto com o volume do som. Uma ótima estreia para uma temporada promissora.

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Sara Não Tem Nome: Não Tem Nome

Imenso prazer em receber a mineira Sara Não Tem Nome para ocupar as segundas-feiras de agosto no Centro da Terra com a temporada que, como seu pseudônimo, é batizada de Não Tem Nome. São quatro facetas diferentes desta multiartista e a primeira delas, neste dia 10, conta com a primeiríssima apresentação de seu grupo Tarda, formado por Sara, Julia Baumfeld, Paola Rodrigues, Randolpho Lamonier e Victor Galvão, que lançaram seu único disco, chamado Futuro, no infame 2020, o que os impediu de fazer quaisquer apresentações ao vivo, que finalmente se materializa nesta temporada. Depois, no dia 17, ela recebe Lorena Hollander, Marina Mole e Vladimir Safatle para uma noite que fala sobre magia, sombras e assombrações. No dia 24 de agosto ela mostra outro de seus grupos paralelos, este criado este ano, chamado Cachorro Pessoa, em que reúne-se com Carime Elmor, Clara Castro, Wallace Schmidt e a dupla Elisa Moreira e Victor José (do Antiprisma), para celebrar a amizade e fidelidade canina com canções feitas para estes animais. A temporada termina no dia 31, quando ela recebe Luiza Brina, Marcelo Callado e Beto do Teatro Oficina para experimentar sobre as músicas de seu disco mais recebe, chamado de A Situação. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Charli XCX ♥ Strokes

Charli XCX não deixou barato ao aparecer no festival Outside Lands, que aconteceu neste fim de semana em São Francisco, nos EUA, e além de ter feito um showzaço encerrando a programação do festival na sexta-feira, tirou o sábado para dar uma palhinha no meio do show dos Strokes, que fechavam o mesmo festival no dia seguinte à sua apresentação. “Tivemos uma batalha”, brincou o vocalista Julian Casablancas ao anunciar que tinham uma pequena convidada superstar e deu-lhe os parabéns por ter vendido mais que o disco mais recente de sua banda, lançado exatamente no mesmo dia de Music Fashion Film, o recém-lançado sucesso de Charli XCX. “A nova rainha de tudo!”, comemorou Julian, antes de puxar seu hit “Take it or Leave it” com a estrela brat nos vocais. Isso não acontece todo dia…

Assista abaixo: