Trabalho Sujo - Home

Morphine de volta do mundo dos mortos

No dia em que seu fundador Mark Sandman completaria 74 anos, o Morphine – clássico trio de jazz blues que fez fama na cena indie dos anos 90 – anuncia o primeiro disco desde o início do século, quando mostrou The Night, lançado após a morte de Mark em 1999. Cocoon, que será lançado no dia 4 de dezembro, foi composto em cima de sobras de gravações que o vocalista e baixista da banda norte-americana que ficaram com sua companheira, Sabine Hrechdakian. Ela retomou estas gravações ao lado do produtor dos discos do Morphine Paul Q. Kolderie, que chamou o saxofonista original – e outro fundador do trio – Dana Colley para acrescentar novas partes àquelas músicas. A primeira música a vir à tona é justamente a faixa que batiza o disco, que já havia aparecido em versão demo na coletânea póstuma Sandbox: The Music Of Mark Sandman, de 2004. E “Cocoon” chega com um clipe cheio de cenas do Morphine em ação nos anos 90.

Assista abaixo:  

Gravações inéditas de John Coltrane surgem em seu centenário

Se estivesse vivo, um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos completaria cem anos nesta quarta-feira, data escolhida para revelar uma série de gravações de John Coltrane feitas num gravador caseiro entre 1960 e 1965 pelo colega saxofonista Frank Tiberi, que aproveitou o centenário para tornar pública esta coleção privada de registros históricos. The Complete Tiberi Tapes está sendo vendido em três formatos: uma caixa com 4 LPs, outra caixa com 3 CDs e um pendrive que vem numa edição de luxo de apenas 750 itens que reúne mais de 100 gravações e 26 horas de Coltrane ao vivo, quase sempre acompanhado por McCoy Tyner (ao piano), Eric Dolphy (no sax alto), Reggie Workman, Steve Davis ou Jimmy Garrison (no baixo) e Pete La Roca ou Elvin Jones (na bateria) em faixas que em alguns casos ultrapassam os vinte minutos de improviso. As fitas chegam ao público no dia 6 de novembro (e já estão em pré-venda) e o primeiro tira gosto deste acervo é uma versão de mais de treze minutos de “Giant Steps” gravada no meio de 1960 no Showboat, na Filadélfia, ou no Jazz Gallery, de Nova York, com Tyner, Davis e La Roca.

Ouça abaixo:  

Todo o show: Neil Young ao vivo em Bridgeport (22.9.2026)

Neil Young teve de cancelar a turnê que faria este ano no verão europeu mas com a proximidade do festival Farm Aid – que acontece no próximo dia 26 e que contará com sua participação ao lado de sua nova banda de apoio, os Chrome Hearts -, ele resolveu fazer dois shows de esquenta ao lado do ídolo Willie Nelson, que também estará no mesmo festival. Aos 93 anos, Nelson abriu a noite do primeiro dos dois shows nos EUA (que aconteceu na cidade de Bridgeport) e dividiu com Young ao vivo os vocais da música “Are There Any More Real Cowboys?”, que gravaram em 1985 e raramente tocam ao vivo. Já Young optou por um set mais bucólico e acústico (clima de seu recém-lançado quinquagésimo álbum, o recém-lançado Second Song), mas no bis apertou o pedal da eletricidade e misturou o hino “Rockin’ in the Free World” com gritos de “Take America back!”, além de arrebentar as cordas da guitarra no final da música. O velho segue quente. Assista à integra do show (e o dueto com Nelson) abaixo:  

Valendo, Danislau!

Valendo! Danislau começou a colocar sua carreira solo em público nesta terça-feira, quando mostrou, pela primeira vez para além de seu círculo de amigos, as músicas que formarão seu disco de estreia para além de sua banda original, Porcas Borboletas. Ele bolou um repertório composto por letras faladas e refrães cantados em coro e o executou com uma bandaça para acompanhá-lo, formada pelo produtor do disco Arthur Kunz na bateria, o baixista Gabriel “Bubu” Mayall, o guitarrista aMoita Mattos e o tecladista Wagner Bernardes. Ao seu lado, por quase todo o show, Bruna Lucchesi fazia as vezes dos vocais de apoio, cantados depois que Danislau encarnava um Fausto Fawcett otimista, mesmo quando estava cantando sobre os perrengues da vida. O show ainda contou com uma participação impagável de Juliana Perdigão – com quem o protagonista dividiu um diálogo carnavalesco -, outra romântica de seu companheiro de Porcas Enzo Banzo e um momento introspectivo com o cineasta Filipe Franco na guitarra, materializando o sonho conversado com o qual Danislau tem trabalhado desde o fim do ano passado. Agora é esperar pelo lançamento do disco, que será no ano que vem!

#danislaunocentrodaterra #danislau #centrodaterra2026 #centrodaterra #trabalhosujo2026shows 223

Danislau: Não Me Leve a Mal

Imensa satisfação receber mais uma vez Danislau no palco do Centro da Terra, desta vez apresentando o início de sua carreira solo – mesmo que continue no lendário Porcas Borboletas. Nesta terça-feira, ele começa a mostrar o que será seu primeiro disco solo Não Me Leve a Mal, previsto para ser lançado no próximo ano e que ele está gravando à frente de uma banda formada por Arthur Kunz (bateria), Gabriel Mayall (baixo e guitarra), Moita Mattos (guitarra e voz), Wagner Bernardes (teclado), além de ter participações de seu compadre de banda Enzo Banzo, do formidável Rafael Castro, da mestra Juliana Perdigão e da excelente Bruna Lucchesi. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

#danislaunocentrodaterra #danislau #centrodaterra2026 #centrodaterra

Los Otros de novo!

“A gente escolheu essa música pra ser nosso segundo single porque de alguma forma ela representa o que a gente está fazendo”, explica o argentino Tom Motta,a vocalista e guitarrista da banda Los Otros, que antecipa o “Rockzinho Básico”, sucesso nos shows do grupo e que será lançado nesta quarta-feira, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “É um desabafo sobre fazer música de uma forma descontraída, que foi como a gente a escreveu, sem pensar tanto e falando o que queremos falar do jeito que queremos falar”, completa a rondonense Isabella Menin. “É uma brincadeira com o nosso próprio olhar – e o olhar alheio – sobre fazer música na cena independente atual, as expectativas em torno disso e as relações com as pessoas”, conclui o guitarrista do trio transestadual formado em São Paulo, que ainda conta com o baterista paraense Vinicius Czaplinski, que aos poucos se estabelece na cena independente da cidade. O próprio Bernardo conta que uma nova fase da banda logo após um show que farão em outubro: “Vamos começar a planejar as gravações do álbum, que queremos lançar no primeiro semestre de 2027”, antecipa.

Ouça abaixo:  

Liz Phair e Sleater-Kinney ♥ Elastica

Ninguém tinha dúvida que a turnê conjunta das Sleater-Kinney com a Liz Phair seria uma festa dos anos 90, mas ninguém poderia prever que elas tocariam “Connection” do Elastica em um dos shows – ainda mais juntas! -, como fizeram nesta segunda-feira, no MGM Fenway, em Boston, nos EUA. E isso só aumenta a expectativa sobre alguma novidade do Elastica além de reedições e produtos pra vender…

Assista abaixo:  

Beats latinos

Em mais uma apresentação dentro de sua temporada Coexistência, que está fazendo nas segundas de setembro no Centro da Terra, Sandra X convida o companheiro e parceiro musical Craca Beat para recriar no palco do teatro o espetáculo Terra Tremesse, em que entre beats e loops disparados pelo produtor – que também toca guitarra e controla a projeção mapeada -, mergulha num universo dançante da América Latina em que forró, guitarrada, reggae, carimbó, lambada, funk e cumbia se encontram entre timbres eletrônicos. Acompanhados dos vocais e percussões de Rafa Ella Voa e das flautas de Gil Duarte, os dois ainda receberam a cantora Luiza Lian ao final da apresentação, que cantou sua “Pomba Gira do Luar” antes de encerrar a noite agradecendo à dupla que inspirou seu trabalho ao lado do produtor Charles Tixier e cantando “Oxossi”, do trabalho apresentado nesta segunda.

#sandraxnocentrodaterra #sandrax #centrodaterra2026 #centrodaterra #trabalhosujo2026shows 222

Quase como ver os Beastie Boys ao vivo em 2026!

Enquanto excursiona com seu recém-lançado disco (o ótimo Thank You, vale ouvir), o beastie boy Mike D tem pinçado algumas faixas de sua eterna banda no repertório, sempre encerrando as noites com o hit “So What’cha Want”. Mas acompanhado da banda 5D, que conta com dois filhos seus na formação, D puxa pelo menos quatro músicas dos Beastie Boys, por show, abrindo com “Hello Brooklyn”, passando por “Looking Down the Barrel of a Gun” e “3‐Minute Rule”, além de “Body Movin’” e “Remote Control” (uma média ousada, três do Paul’s Boutique, duas do Hello Nasty e uma do Check Your Head, mas eu adorei), além de sempre abrir o bis com uma versão para a excelente (e esquecida) banda pós-punk inglesa Delta 5, cantando o hit “Mind Your Own Business” (deixei uma destas versões abaixo). Mas neste domingo, no Observatory, em Santa Ana, na Califórnia, ele encerrou o show com a mesma música de sempre – “So What’cha Want” – com dois convidados de peso, o tecladista Money Mark e o DJ Mix Master Mike, ambos partes de uma das formações clássicas do grupo a partir dos anos 90. Pesadíssimo – e abre possibilidades que é melhor nem pensar. Assista abaixo: