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Charli XCX ♥ Strokes

Charli XCX não deixou barato ao aparecer no festival Outside Lands, que aconteceu neste fim de semana em São Francisco, nos EUA, e além de ter feito um showzaço encerrando a programação do festival na sexta-feira, tirou o sábado para dar uma palhinha no meio do show dos Strokes, que fechavam o mesmo festival no dia seguinte à sua apresentação. “Tivemos uma batalha”, brincou o vocalista Julian Casablancas ao anunciar que tinham uma pequena convidada superstar e deu-lhe os parabéns por ter vendido mais que o disco mais recente de sua banda, lançado exatamente no mesmo dia de Music Fashion Film, o recém-lançado sucesso de Charli XCX. “A nova rainha de tudo!”, comemorou Julian, antes de puxar seu hit “Take it or Leave it” com a estrela brat nos vocais. Isso não acontece todo dia…

Assista abaixo:  

E esse papo da Björk pirando em Clarice Lispector?

Foi uma notinha na coluna do Ancelmo Gois no Globo que soltou que a cantora islandesa considera a autora brasileira “a maior escritora do século 20” e que está fazendo uma música inspirada no livro A Paixão Segundo G.H., sem dar mais detalhes sobre fontes, títulos, colaboradores, contexto nem data de lançamento. Como o próprio jornalista menciona, é mais uma estrela pop que cai nos encantos da clássica autora brasileira, depois de Lorde, Rosalía e Olivia Rodrigo. A influência de Clarice vai crescer demais nos próximos anos (mesmo que essa notícia não dê em nada)…

Lindsey Buckingham ♥ Stevie Nicks

“Estamos nos falando o tempo todo”, revelou Lindsey Buckingham em entrevista o site E! sobre sua relação atual com Stevie Nicks, sua ex-companheira e parceira de banda numa das forças criativas mais imponentes do rock dos anos 70, a segunda encarnação do Fleetwood Mac. O guitarrista e vocalista inclusive mencionou que o documentário sobre a banda, programado para estrear no canal de streaming da Apple no ano que vem, pode provocar outras novidades sobre o ex-casal, conhecido por terminar sua relação e registrar esta ruptura nos discos da própria banda – especificamente no clássico Rumours, um dos principais discos da história do rock, que completa 50 anos no ano que vem. “Acho que o processo de realização tem se tornado um processo de cura bem circular para todos nós”, contou Lindsey, “porque o jeito que deixamos as coisas em 2019, pelo menos até onde eu sei, não ficou bem para todos pelos motivos errados. Ninguém ficou feliz com isso e tudo isso tem sido trabalhado e remediado”. Os dois voltaram a se falar há dois anos, depois de mal conversarem no velório da ex-tecladista do grupo Christine McVie em janeiro de 2023, o que resultou na primeira edição digital (que não foi lançado nem em CD!) do disco que os dois gravaram como dupla antes de entrar no Fleetwood Mac e desviar os rumos originais do grupo para além do blues elétrico. Buckingham Nicks foi relançado em setembro do ano passado, quando também foi anunciado o tal documentário citado pelo guitarrista. Pelo jeito os dois estão conseguindo refazer as pazes depois de anos de idas e vindas, que inclui o clássico momento da primeira volta do grupo em 1997, quando lançaram o disco ao vivo The Dance e Nicks encarou Buckingham ao cantar o feitiço “Silver Springs”, mirando-o com um olhar imortal enquanto cantava ameaçadora: “Eu te perseguirei até que o som da minha voz te assombre, tu nunca se livrará do som da mulher que te amou” (assista abaixo). Será que os dois voltam a fazer shows? Imagina…  

Todo o show: Charli XCX ao vivo no Outside Lands (7.8.2026)

Charli XCX repetiu o showzaço que fez no fim de semana passado no Lollapalooza de Chicago ao apresentar-se na outra ponta dos Estados Unidos, quando levou Music Fashion Film ao vivo para o festival californiano Outside Lands nesta sexta-feira. Subindo mais um degrau desde que fez seu disco de 2024 virou um fenômeno transmídia, ela tornou-se atração principal dos quatro festivais que foi escalada no início deste semestre e conseguiu equilibrar a estética da pista de dança (emendando as músicas umas nas outras) com a linha de shows que vinha fazendo até aqui (minimalista, quase sempre sozinha no palco) com a proporção de espetáculo que pede o principal artista de um festival, trazendo corpo de dançarinas (que brincam com a ideia de pista de dança e passarela de moda) e uma luz absurda, espartana e estroboscópica, mantendo a tonalidade monocromática do novo disco. E apesar de ser um show dedicado ao Music Fashion Film (e temperado constantemente com trechos da fala de David Cronenberg no final deste álbum), ela consegue passar bem por parte de sua carreira, mostrando que não é uma mera bola da vez. E um dos melhores momentos disso está na transição entre as duas músicas que fez para a trilha sonora da nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes para o miolo Brat do show, em que ela abriu mão do verde limão para manter-se no chiaroscuro do novo disco.

Assista à íntegra do show abaixo:  

Olivia Rodrigo entrando pelas frestas

Está sendo bem interessante assistir à forma que Olivia Rodrigo conduz o lançamento de seu novo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. Enquanto paga tributo à geração do rock anterior à década em que ela nasceu (alinhando-se estrategicamente com David Byrne, Robert Smith, Weezer e, mais recentemente, os Smashing Pumpkins), ela também começa a mostrar suas intenções políticas: primeiro ao criar o festival Daisy Chain, só com mulheres no elenco e sem grandes proporções ou patrocinadores, e depois ao começar a falar sobre questões tidas como delicadas para grandes popstars como direitos reprodutivos, políticas antiimigração e mobilização a favor do voto (que não é obrigatório nos EUA). E aproveitou o pequeno show-surpresa que fez esta semana em Nova York (outra brecha: fazer show pequeno sendo uma artista que lota estádio) para lançar sua própria conta no Bandcamp, onde lançou uma versão delicada para uma das músicas de seu novo disco. Mas o pulo do gato de “Purple (Happy Version)” (que só pode ser ouvida no Bandcamp) é que ela está à venda para download e, ao lançar sua conta numa sexta-feira (aproveitando o dia em que a plataforma digital reverte 100% das vendas para os próprios artistas, sem ficar com sua parcela), ela conseguiu usar aquela comunidade online como uma forma de arrecadar recursos para a fundação que criou para tocar seu festival. Não duvido que vá inclusive bater recordes no Bandcamp…

Ouça abaixo:  

Eclipse Total @ Casinha (8.8)

Quando menos você espera, surge o Eclipse Total. A festa criada por mim e pela Camila tem mais uma edição na Casinha neste dia 8 de agosto, quando, como de praxe, reunimos clássicos da pista de dança com hits desta década, para apresentar músicas novas para os veteranos da noite e trazer hits imortais para os novatos, sem distinção de gênero musical, país de origem ou época de lançamento. O que importa é fazer todo mundo dançar! Vamos nessa? Os ingressos já estão à venda.  

Madonna ♥ Kylie Minogue

As duas estavam soltando dicas por aí que em breve finalmente se encontrariam em uma música e a revelação aconteceu no fim de semana passado, quando Madonna soltou uma versão para sua “Love Sensation” batizada de “Afterhours Mix” em que divide os vocais com Kylie Minogue durante uma festa fechada em Amsterdã, na Holanda. Conduzida pelo mesmo Stuart Price que regeu os dois volumes de suas Confessions, o remix agora chega ao público em geral abrindo uma variante esperta para o recém-lançado álbum – em vez de lançar um EP complementar ou versões deluxe, Madonna pode seguir a lógica clubber de seu Confessions II e ir aumentando-o com remixes que surgem como novos singles. E se ela seguir essa linha de chamar outros ícones para acompanhá-la, o céu é o limite. Afinal é a Madonna – e se ela está numa fase ótima, por que não esticá-la?

Ouça abaixo:  

Olivia Rodrigo para mil pessoas

Olivia Rodrigo pegou seus fãs em Nova York de surpresa ao anunciar, na manhã desta quinta-feira, que faria um show na pequena casa Warsaw, no Brooklyn. Os ingressos só seriam vendidos pessoalmente, o que transformou a bilheteria da casa de shows num ímã para uma pequena multidão de fãs, que garantiu seus ingressos após uma fila que se dissipou em menos de uma hora. No show, para meros mil felizardos, Olivia entregou-se mais uma vez para os fãs com um repertório focado no recém-lançado You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love (quatro delas – “My Way”, “U + Me = <3”, “Maggots for Brains” e “Expectations” – tocadas pela primeira vez ao vivo), mas contemplando também músicas de seus discos anteriores – três do Guts e três do Sour.

Assista a alguns trechos abaixo:  

O novo filme de Kleber Mendonça Filho é um curta sobre o diretor iraniano Jafar Panahi

“Meu novo filme chama-se Sul de Teerã e estreia no New York Film Festival em outubro”, assim Kleber Mendonça Filho anunciou seu novo projeto, curta de oito minutos filmado em 16 mm sobre o cineasta iraniano Jafar Panahi, autor do excelente Foi Apenas Um Acidente, filme que dividiu atenções com O Agente Secreto de Kleber durante o ano passado. O filme surgiu de uma sugestão do diretor do festival nova-iorquino, Dennis Lim, que inspirou-se no filme Pier Paolo Pasolini — Agnès Varda — New York — 1967, em que a diretora francesa acompanhou o cineasta italiano e foi exibido no Festival de Nova York de 1967. “O filme tem como personagem principal o grande Jafar Panahi, com quem convivi durante meses no ano de 2025”, continuou escrevendo o cineasta brasileiro, que arrematou com um convite ao colega da Ásia Central. “‘Jafar, vamos fazer um filme!’, ele disse: ‘Vamos!’”. Não há previsão de exibição do filme no país, mas deve aparecer por aqui em questão de tempo…

Quando o shoegaze encontra o hyperpop

Depois de instigar seus fãs com um cartão de visitas em que anunciavam um disco chamado Zirp! produzido por ninguém menos que A.G. Cook, a banda nova-iorquina de shoegaze Diiv oficializou o lançamento de seu quinto disco nesta quinta-feira, ao mostrar o primeiro single e confirmar que, sim, gravou seu novo disco com o produtor de hyperpop e capo da PC Music que acaba de lançar mais um disco com Charli XCX. O primeiro single, “The Fountain”, dá uma ideia de como o produtor inglês de música eletrônica filtrou as camadas de microfonia em câmera lenta do grupo norte-americana, numa abordagem parecida com o que o grupo Primal Scream se submeteu à eletrônica no começo dos anos 90 com o imortal Screamadelica. Parece promissor…

Ouça abaixo: