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O disco dance do King Gizzard & the Lizard Wizard

Há eras sem lançar discos (depois do excelente Phantom Island, um dos melhores discos do ano passado), o grupo King Gizzard & the Lizard Wizard teve um ano agitado desde o último lançamento, entre shows com orquestras, tirar suas músicas do Spotify e começar a fazer apresentações eletrônicas pra dançar que mais pareciam raves que shows. E essa tendência parece que é a pauta do novo álbum, que acabam de anunciar. Alien Metal é o vigésimo oitavo disco do grupo australiano, que sairá ainda no meio deste ano e tem seus caminhos abertos pelo single “Level 5”, que além de confirmar a presença massiva de sintetizadores também vem com um clipe em que uma autópsia alienígena conduzida por uma espécie de seita conecta a entidade em equipamentos eletrônicos. O novo disco vem junto com o anúncio de seu evento anual Field of Vision, acampamento de três dias no Colorado, nos EUA, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto e conta com artistas como Die Spitz, Angine de Poitrine, Folk Bitch Trio, Jello Biafra, Space Moth, Acid Yoga e outros menos conhecidos, além de shows diários da banda anfitriã. E junto com esse evento, o grupo também anunciou uma passagem por Nova York em que farão três shows no Forest Hills Stadium entre os dias 20 e 22 do mesmo mês, sendo que o terceiro é um de seus infames shows-rave (ingressos à venda pelo site da banda). Vai ser quente!

Assista ao clipe abaixo:  

O mar e o amor

Lavínia encarou o desafio de atravessar um ícone de sua terra de meio século de idade sem medo e com um sorriso no rosto nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando apresentou sua homenagem ao clássico baiano Gal Canta Caymmi. O disco original, com apenas pouco mais de meia hora de duração, fluiu em um espetáculo que chegou em uma hora de duração graças à interação de Lavínia com o público e a leveza robusta da banda dirigida pelo guitarrista Júnior Boca, desta vez ao violão, que chamou um timaço para acompanhar a cantora, com Meno Del Picchia entre o teclado e o piano, Regis Damasceno no baixo, Beto Gibbs na bateria e Marcelo Monteiro nas flautas. Com direção do companheiro Otto Ferreira, o espetáculo ainda contou com figurino, luz e projeções que sublinhavam tanto a paixão de Caymmi pelo mar como pelo amor, tão bem desenhados pelas escolhas de Gal no disco original. A apresentação ainda contou com músicas-extra, quando Regis pegou o violão como único músico no palco para acompanhar a cantora primeiro em “Morena do Mar” e depois “Oração de Mãe Menininha” (quando a banda aos poucos foi voltando ao palco) para finalizar com os clássicos “Suíte do Pescador”, “Caminhos do Mar” e “Maracangalha”, terminando com o astral lá em cima,

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Lavínia: Gal Canta Caymmi – 50 anos

A baiana Lavínia sobe ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira para um desafio pessoal: recriar o clássico Gal Canta Caymmi, lançado há meio século, no palco do teatro. Ela vem acompanhada de uma bandaça formada por Junior Boca (violão), Meno Del Picchia (teclados), Regis Damasceno (baixo), Beto Gibbs (bateria) e Marcelo Monteiro (flauta) para passear pelo repertório épico de Dorival Caymmi pinçado pela imortal Gal Costa, num álbum que exala baianidade. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Kelela ♥ Pinkpantheress

A norte-americana de ascendência etíope Kelela já tem show marcado no Brasil este ano (quando apresenta-se no dia 8 de novembro na edição 2026 do festival Afro Punk em Salvador) e virá com seu terceiro disco, New Avatar (que sai nesta segunda-feira), quentinho para o Brasil. E antes do lançamento ela mostrou mais uma música do disco, esta em parceria com sua comadre e grande fã, a sensacional Pinkpantheress, com quem já trabalhou junto no disco de estreia desta, Heaven Knows, em 2023, na faixa “Bury Me”. A nova parceria é a sinuosa “The Bridge”, que as duas já haviam mostrado ao vivo quando Kelela participou do show da Pink em Nova York, no último mês de maio. Coisa fina…

Ouça abaixo:  

Desembestados

Absurda a apresentação que o grupo Besta-Fera fez nesta segunda-feira no Centro da Terra, pinçando algumas canções de seu repertório prog fusion para entortar a marretadas musicais o inconsciente dos presentes, num revezamento de tempos ímpares em que o grupo azeitadíssimo submeteu o público presente. A liga entre a guitarra intensa de Arthur Sardinha, o ritmo sincopado frenético da bateria de João Pedro Dentello, o delirante baixo desenfreado de Tom dos Reis e as teclas enfurecidas de André Damião, desta vez entre o synth e o piano, é um dos melhores segredos da cena paulistana desta década e a simbiose orgânica com a qual o grupo conduz suas obras parece ao mesmo tempo rígida e solta, improvisada e ultraensaiada, pegando os ouvintes em surpresas constantes. À entrada simultânea dos convidados da noite – o guitarrista Kiko Dinucci e a vocalista Paola Ribeiro – apenas abriu novas camadas para essa sintonia, com o grupo convidando os dois para improvisar sobre dois temas próprios e depois visitando duas músicas de cada, começando pelo faroeste brasileiro “Marquito” do Rastilho de Kiko, passando pela faixa de abertura do Circus de Paola (“Faca da Palavra”), emendada com seu recém-lançado novo single “Furtacor” e outra do disco que lançou Kiko antes da pandemia, “Febre do Rato”. Uma noite intensa.

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Besta-Fera: Morte e Páprica

Começamos a safra de apresentações musicais de julho no Centro da Terra com a estreia da banda Besta-Fera no palco do teatro, quando eles mesmos encerram um ciclo que veio com o fim do estúdio Páprica, em que compuseram suas primeiras músicas e celebram este capítulo de sua carreira com o espetáculo Morte e Páprica. Nesta apresentação, o grupo – que transita entre as fronteiras do jazz fusion, do rock progressivo e do math rock – toca pela primeira vez ao lado do guitarrista Kiko Dinucci e da vocalista Paola Ribeiro, que faz o quarteto formado por Arthur Sardinha (guitarra e efeitos), João Pedro Dentello (bateria), Tom dos Reis (baixo) e André Damião (synth e piano) a ampliar ainda mais suas fronteiras musicais. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Wolf Alice ♥ Nirvana

O quarteto inglês Wolf Alice voltou para casa no fim de semana passado depois de passar meses em turnê (quando vieram inclusive para o Brasil), fazendo seu maior show até hoje no Finnsbury Park, na capital inglesa, quando encerraram seu próprio minifestival para celebrar seu retorno neste domingo. Depois de shows do Last Dinner Party, Lykke Li, Rachel Chinouriri, Keo e Florence Road, a banda liderada pela vocalista Ellie Rowsell fez uma apresentação histórica quando se consagrou como uma das principais novas bandas da ilha – e encerrou a noite tocando nada menos que “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana. Não é pra qualquer um…

Assista abaixo:  

Deslizando na psicodelia

Líder do Beach Combers, o guitarrista Bernar Gomma reside há três anos na Alemanha e aos poucos vem preparando seu primeiro disco solo, cujo lançamento está previsto para o ano que vem. Mas ele acaba de encerrar uma trilogia de singles que marca sua mudança de país, quando deixou o Rio de Janeiro para morar em Berlim, e antecipa em primeira mão o clipe deste single, chamado “Cabeças Incríveis”, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “É uma música do Pedro Tambellini que revisitei sob um novo ponto de vista, com um aproach instrumental orgânico e melódico”, explica o músico, “enquanto o clipe amplificou a narrativa instrumental no contexto da maleta e da jornada, a busca por algo que não é palpável, explorando o imaginário, entre o que buscamos e os caminhos que percorremos versus aquilo que o destino nos trás’.

Assista abaixo:  

Ouvindo o disco novo da Charli XCX no cinema

O disco novo da Charli XCX toca primeiro em São Paulo. Ela instigou num stories no fim de semana e acaba de confirmar que fará audições de seu novo disco em cinemas espalhados por dezenas de cidades pelo mundo (nominalmente Nova York, Los Angeles, Atlanta, Boton, Chicago, Miami, Santa Cruz, Phoenix, Seattle, Denver, Toronto, Londres, Manchester, São Paulo, Cidade do México, Madri, Milão, Bruxelas, Amsterdã, Dublin, Paris, Berlim, Sydney, Melbourne, Auckland e Tóquio) e que estas audições acontecerão em salas de cinema, mantendo o clima dado pelo título do novo disco, Music Fashion Film. As audições acontecem entre os dias 9 e 11 deste mês e a de São Paulo acontece no dia 10, possivelmente em algum cinema perto da avenida Paulista. Ela abriu um site para quem quiser assistir ao evento, basta seguir este link até a meia-noite desta terça-feira.

Acordando com a Beyoncé…

Sem aviso, Beyoncé abriu o 4 de julho anunciando o lançamento de uma reedição de seu segundo álbum, B’Day, lançado em seu aniversário (dia 4 de setembro) há vinte anos. Mas a música escolhida – a deliciosa “Morning Dew (Donk)” (ouça abaixo), composta ao lado de Pharrell – é uma música que ficou de fora de seu disco homônimo de 2013, o que criou uma especulação automática em seus fãs de que, talvez, o dia 4 de setembro de 2026 não seja apenas o dia do lançamento de uma edição deluxe de um disco do passado. A capa do novo single segue o mesmo padrão, incluindo a mesma fonte, das capas dos primeiros singles de seus dois discos mais recentes – “Break My Body”, que abriu os trabalhos de Act I: Renaissance (2022), e “Texas Hold’Em” e “16 Carriages”, os singles simultâneos que deram o início a Act II: Cowboy Carter (2024) – compare a seguir. O que levou muitos a especular que o Act III está vindo aí – e que pode ser uma coletânea… Será?