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Rod Stewart ♥ Bonnie Tyler

Dói o coração! Rod Stewart, acompanhado do maestro pop Jools Holland, celebrou a memória da musa galesa Bonnie Tyler em um evento fechado que realizado na quinta passada num hotel de luxo na cidade de Auchterarder, na Escócia, ao lembrá-la cantando um de seus maiores hits, “It’s A Heartache”. Ela partiu cedo demais💔…

Assista abaixo:  

Desfragmentando partículas de som

O encontro entre a dupla Test e a cantora Paola Ribeiro parecia uma contradição frontal ou um acerto infalível – e felizmente o barulho extremo da dupla de pós-metal sobrepôs-se como uma camada apocalíptica e tensa na canção desconstruída da vocalista que, acompanhada da bandaça que lhe ajudou a erguer Circus, seu ótimo disco de estreia (parte deles velhos conhecidos do Test), materializou a segunda opção como matriz de uma nova sonoridade, ainda em construção, durante essa sexta-feira, no Sesc 14 Bis. Além de João e Barata do Test e de Paola, o palco ainda contava com as presenças dos dois integrantes da Rádio Diáspora (os sopros de Rômulo Alexis e a bateria de Wagner Ramos), os eletrônicos de Podeserdesligado, a guitarra de Kiko Dinucci e o baixo de Marcelo Cabral, todos jogando no modo hard. A big band de noise começou num improviso comum para depois cair na faixa mais recente de Paola (“Furtacor”) que foi emendada com “Eles Voltam”, do Disco Normal, do Test, e inaugurar a primeira dobradinha da noite, quando João e Kiko duelaram suas guitarras em cantos extremos do palco. Outros duetos surgiram no decorrer da noite, contraponto inevitavelmente as baterias de Barata e Ramos e, num dos grandes momentos da noite, o trompete de Rômulo com a voz de Paola, que vieram para a frente do palco e optaram por solarem sem microfones. Depois Paola solou com seu berimbau amplificado e tocado com um arco para retomar as passagens pelos repertórios respectivos, alternando momentos como a turbulenta “Fama/Fome” do Test com a explosão de “A Fenda e o Corte”, de Paola, com a banda testando os limites do ruído como se acelerassem fissões das partículas de som ao vibrá-las e acelerá-las cada vez mais. A apresentação durou menos de uma hora, duração perfeita para o atordoo sonoro e conceitual que conseguiram atravessar, mas funcionou apenas como um reconhecimento mútuo para caminhos que podem explorar se começarem a compor em conjunto. Voltaram um bis cirúrgico, tocando “Faca da Palavra” que estará no próximo disco de KIko Dinucci e que abre o disco que Paola lançou ano passado. Pesado e promissor.

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Fiona Apple está vindo…

Fiona Apple, que não está nas redes sociais, pediu pra uma amiga publicar um vídeo pra dar notícias, dizer que ela tá tentando escrever sobre o momento que estamos vivendo, mas que a “barreira infinita de horrores” sobre a qual quer falar também é a mesma que a impede de ser mais criativa – e avisa que, quando puder, terá novidades vindo aí.

Assista abaixo:  

Fabiana Cozza ♥ Alcione

É longo e vale ver inteiro o depoimento emocionado da grande Fabiana Cozza sobre o encontro com sua mestra Alcione na abertura da exposição Com Amor, Alcione, idealizada pelo Centro Cultural Vale Maranhão e aberta nesta quarta-feira no Museu das Favelas de São Paulo. Ao cantar com uma de suas maiores inspirações, Cozza voltou a publicar um vídeo reforçando a importância daquele momento, em que pode ultrapassar diversas questões atuais para reforçar sua paixão pela música e pela identidade cultural brasileira. Depois do depoimento dá pra ver trechos do encontro, tanto das duas cantando juntas quanto de Fabiana declarando sua admiração à sua luz artística. Bonito demais. A exposição segue no Museu até o dia 6 de dezembro.

Assista abaixo:  

Uma coletânea e um filme de Negro Leo

Eis que Negro Leo reaparece em dose dupla. Primeiro quando o selo inglês Hive Mind anuncia uma coletânea – em um disco duplo! – de sua carreira chamada de White Elephant, que reúne vinte e sete (!) faixas de treze lançamentos diferentes feitos pelo bardo do absurdo (ou “cosmic joker”, como os gringos preferem chamar) entre 2012 e 2024, em parceria com o incansável selo carioca Quintavant. E depois ele acaba de anunciar o lançamento do filme que fez em parceria com outro ás, este das câmeras, Gregorio Gananian (que fez Inaudito, sobre o lendário guitarrista Lanny Gordin). Aquele Que Viu o Abismo, a distopia brasileira que ganhou o prêmio de Melhor Filme na Mostra Olhos Livres da 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, tem sua estreia marcada para o fim deste mês, dia 30 de julho, nos cinemas brasileiros. Veja o cartaz e um teaser do filme abaixo:  

Rolling Stones bem de perto

Esquentando ainda mais o clima antes do lançamento de seu vigésimo quinto álbum de estúdio, Foreign Tongues, dois dos três Rolling Stones fizeram uma aparição surpresa nesta quarta-feira em Londres, na Inglaterra, quando Mick Jagger e Ronnie Wood tocaram para um público bem pequeno no St. Clement Hotel acompanhados do tecladista Matt Clifford, que toca em turnês com o grupo desde 1989. Foram apenas três canções, dois clássicos (“Dead Flowers” e “You Can’t Always Get What You Want”) e a inédita “Ringing Hollow” e depois da apresentação o grupo saudou a capital britânica com um show de drones no céu. Não foi dada nenhuma explicação sobre a ausência de Keith Richards no evento.

Veja abaixo:  

Bonnie Tyler (1951-2026)

Bonnie Tyler já não estava bem há alguns meses, depois que teve de ser submetida a um coma induzido por conta de uma complicação em uma cirurgia de emergência no intestino, e por mais que tenha saído do coma e recuperado a consciência nos últimos meses, não resistiu e faleceu nesta quarta-feira, como sua própria família noticiou. Um dos grandes nomes daquela fase em que a música pop misturou-se com o rock clássico entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80, a galesa Bonnie nasceu Gaynor Hopkins, mas teve que mudar de nome quando lançou-se cantora em 1969 para não ser confundida com a já estabelecida Mary Hopkin. Mas seu primeiro nome artístico não foi o que a consagrou e sim Sherene Davis, com o qual se apresentou até 1975. Mas ao ser descoberta pela gravadora RCA naquele ano, acatou a sugestão de trocar mais uma vez de nome e optou por um dos inúmeros nomes que a sugeriram. Seu segundo single, “Lost in France”, lançado em setembro de 1976, conseguiu um certo sucesso inclusive para além do Reino Unido, atingindo a Europa continental – e especialmente a França – que seria importante no futuro de sua carreira. O terceiro single “Heaven” foi ofuscado pela morte de Elvis Presley, em agosto de 1977, mas a partir da próxima música, seu primeiro grande hit, “It’s a Heartache”, lançada em novembro daquele ano, subiu um degrau e tornou-se um nome reconhecido no novo cenário do pop rock inglês. A principal mudança do novo single acabou tornando-se sua assinatura musical, quando, após retirar um nódulo nas cordas vocais, teve que passar um longo período com a voz em repouso, que culminou num grito incontido num dia mais tenso, que acabou por danificar seu timbre original, tornando-o rachado como o de outros vocalistas daquele período como Rod Stewart e Kim Carnes. Mas a grande virada de sua carreira acontece quando sai da RCA para a gravadora CBS e chama o produtor Jim Steinman (que havia produzido o best seller Bat Out of Hell, do Meat Loaf) para conduzir seu próximo disco. Ele recusou inicialmente, mas voltou atrás quando percebeu que a voz de Bonnie Tyler poderia ser a melhor forma de mostrar a música que havia composto para o disco anterior de Meat Loaf e que foi recusada. Com “Total Eclipse of the Heart”, a cantora pode exercer toda sua influência roqueira com uma carga dramática ainda mais intensa que a de suas canções anteriores, consagrando a nova canção como um dos maiores sucessos dos anos 80, uma balada imortal. A locomotiva de sucessos tornou-se constante: o single vendeu 13 milhões de cópias no mundo todo, tornando o álbum Faster Than the Speed of Light uma das maiores tiragens de 1983, faturando dezenas de prêmios. No ano seguinte emendou “Holding Out for a Hero” na trilha sonora do filme Footloose como um dos grandes sucessos do ano, seguido, em 1985, por uma colaboração com o produtor Giorgio Moroder na trilha sonora da versão restaurada do clássico filme alemão Metrópolis, na música “Here She Comes”, que lhe garantiu mais um Grammy. Ela recusou cantar a música tema de um filme do agente 007. Após os anos 80, seu alcance comercial caiu e a partir da década seguinte e no começo do século 21 seguiu fazendo sucesso e shows pela Europa, mais especificamente na França, onde inclusive regravou “Total Eclipse of the Heart” em francês (“Si Demain…”, em 2003). Ela seguia em atividade e ano passado inclusive lançou um single produzido por David Guetta (“Together”), além de ter encerrado sua discografia precocemente ao lançar outro single, “Only Love”, agora mesmo em março, que lançou ao vivo em um show Shepherd’s Bush Empire, em Londres. Morreu com 75 anos – e, não fosse essa trágica emergência recente, viveria muito mais.

Federico Fellini e Joaquim Pedro de Andrade na Cinemateca

A partir do próximo dia 15 até o dia 26, a Cinemateca Brasileira mistura obras e biografias de Federico Fellini (1920-1993) e Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988) em uma restrospectiva conjunta em que os filmes dos mestres italiano e brasileiro são colocados em perspectiva a partir do realismo fantástico, da autobiografia através das próprias obras e no sentido poético para se determinar a identidade cultural de seus países a partir de seus filmes. A mostra traz joias de Fellini como A Doce Vida, 8½, OS Boas Vidas e Julieta Dos Espíritos remasterizadas e tanto longas (como Macunaíma, OS Inconfidentes, O Padre E A Moça, a adaptação dos contos de Dalton Trevisan Guerra Conjugal, Vereda Tropical, e o filme sobre Oswald de Andrade O Homem Do Pau-brasil) e os curtas de Joaquim, como O Poeta do Castelo (sobre Manuel Bandeira), O Mestre de Apipucos (sobre Gilberto Freyre), O Aleijadinho, Couro De Gato, Garrincha – Alegria Do Povo, Brasília – Contradições de uma Cidade e Cinema Novo. Como sempre, as sessões na Cinemateca são gratuitas e os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada sessão.

Veja a programação abaixo:  

O Concreto Já Rachou – 40 anos depois

“De onde vem a atitude essencial que define a banda? Qual a razão que torna possível essa visão tão aguçada e tão permanentemente alerta? Alguns apontam a cidade base do grupo como o cenário de influência: é o quartel-general, metrópole/província; esconderijo. Brasília. A capital tão desconhecida de tantos brasileiros e tão familiar aos quatro rudes plebeus: a elite soberana, o poder exposto, os disfarces aceitos, a miséria e a intuição.” Assim Renato Russo apresentava, há quarenta anos, o primeiro registro oficial de uma das principais bandas de sua geração e um dos marcos da produção fonográfica brasiliense, o disco O Concreto Já Rachou da Plebe Rude, que comemora este aniversário em grande estilo. A banda reuniu-se com o produtor do disco, o paralama Herbert Vianna, para recriar sua música mais memorável, o hit “Até Quando Esperar?”, cuja regravação também contou com a presença do músico Jaque Morelenbaum, que gravou o marcante violoncelo da versão original. A nova versão vem junto com uma reedição do disco em vinil que ainda traz um compacto com quatro de suas músicas em versão demo (“Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)”, “Proteção”, “Minha Renda” e “Sexo e Karatê”, provavelmente versões que já circulam no YouTube – veja abaixo), além de um faixa a faixa em vídeo com dois dos integrantes fundadores que seguem tocando a banda, o guitarrista Philippe Seabra e o baixista André “X” Mueller, que deve ser disponibilizado em breve. A banda, que ainda conta com Clemente Nascimento na atual formação (fundador de outra banda clássica do punk brasileiro, os Inocentes), além do baterista Marcelo Capucci, deve fazer shows comemorando o aniversário do disco, uma obra-prima do rock brasiliense.

Assista à nova versão de “Até Quando Esperar” abaixo, além de ver como ficou a nova versão do disco em vinil e alguns vídeos com as demo da Plebe Rude naquele período: