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Patrícia Bastos: Planeta Arrepiado

Imensa satisfação em receber pela primeira vez no palco do Centro da Terra a cantora amapaense Patrícia Bastos, que apresenta sua temporada Planeta Arrepiado nas segundas de julho. Ao lado do compadre e diretor musical Dante Ozzetti, ela atravessa três segundas diferentes fazendo releituras únicas de seu repertório autoral, cada uma delas com sua formação de músicos. Nesta primeira apresentação, dia 13, ela divide vozes com a gigantesca Ná Ozzetti. Na próxima segunda, dia 20, ela recebe os músicos Marcelo Cabral e Guilherme Held para crescer ainda mais sem som e encerra a safra de shows na última segunda do mês, dia 27, quando recebe os congoleses Leo Matumona e Hidras Tuala, a percussionista Thata Ozzetti e o cantor e guitarrista Skipp. Serão noites maravilhosas! Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Cure em família

Um dos integrantes mais constantes em toda a história do Cure, o baixista Simon Gallup teve um problema de saúde neste fim de semana e não pode tocar com a banda em duas das três apresentações que o grupo fez no anfiteatro ao ar livre Parkbühne Wuhlheide, em Berlim, na Alemanha, mas Robert Smith conseguiu um substituto à altura para o histórico baixista quando o próprio filho de Simon, Eden Gallup, de 36 anos, assumiu o cargo do pai nas duas apresentações finais da banda na cidade, sexta e sábado. Não há notícias sobre o que teria acontecido com o baixista original nem se ele poderá retornar às funções no grupo em breve – o próprio Smith, com seu clássico estilo de escrever em caixa alta nas redes sociais da banda, disse que Simon foi “LEVADO DOENTE” e que ele não está “BEM O SUFICIENTE PARA TOCAR”. Tomara que fique bem e volte logo para o seu lugar.

Assista a uma das músicas que Eden tocou com o Cure abaixo:  

Outro guitarrista na banda de Bob Dylan

Segue a dança das cadeiras nas guitarras da atual turnê de Bob Dylan. Depois que o jazzista Julian Lage entrou no lugar de Doug Lancio no mês passado, outro jovem, Joel Patterson, entrou na banda após a saída do segundo veterano do instrumento, Bob Britt. Lage tinha outros shows solo marcados neste período, o que deixou Dylan apenas com Patterson no instrumento, mas nesta sexta-feira, no show que fez no PNC Pavillion, em Cincinatti, outro novo músico juntou-se ao grupo, quando Dylan apresentou o 36º guitarrista a tocar com ele em shows, Jad Tariq, de apenas 29 anos. Ainda não sabemos se ele continua na banda ou só substitui a saída temporária de Lage, mas, pelo andar da carruagem, nem o próprio Bob Dylan sabe…

Ouça músicas desta apresentação abaixo:  

Jack White, pai coruja

Pela segunda vez, Jack White traz sua filha Scarlett White para dividir o palco com ele, tocando baixo. A primeira vez foi em fevereiro do ano passado, quando a jovem de 19 anos subiu para tocar com o pai no Irving Plaza, em Nova York. Neste sábado, mais uma vez na mesma cidade em que ela reside, o guitarrista chamou-a para dividir três canções (“Cannon”, “John the Revelator” e “Black Math”) em sua apresentação no Brooklyn Paramount. Scarlett já tinha inclusive participado de duas faixas do disco que White lançou em 2024, No Name. Resta saber quando ouviremos as próprias músicas da filha do fundador dos White Stripes, mas isso é questão de tempo…

Assista abaixo:  

Music Fashion Film pela primeira vez ao vivo

Pode ter sido só para esse show-relâmpago que Charli XCX puxou de surpresa nesta sexta-feira e que quando ela levar seu Music Fashion Film para palcos maiores tudo mude de figura. Mas ao mostrar pela primeira vez as novas canções ao vivo no Music Hall do Brooklyn, em Nova York (um lugar um pouco maior do que o La Iglesia, em Pinheiros, e menor que o Fabrique, na Barra Funda), ela preferiu manter o clima intimista com o volume no talo – e com guitarras em primeiro plano, dando a tônica de como deverão ser seus próximos shows. Com figurino escuro e visuais espartanos (luzes brancas e muita sombra) como na capa do novo álbum, a apresentação com cara de sala de estar (sofás, poltronas e tapetes – além de convidados espalhados pelo palco) e ótimas participações surpresa, que ela já tinha soltado o spoiler em suas redes sociais – e, aos poucos, foi chamando-as ao palco. Primeiro Underscores, que vai abrir sua próxima turnê, dividindo sua “Music” com a dona da festa, seguida de Kim Petras, com quem Charli cantou sua “Jeep”, e concluindo com a aparição da nossa querida Clairo, dividindo sua “Sofia”. No resto do repertório, apenas uma música do disco Brat (“Apple”) e vários do novo álbum, incluindo alguns lados B dos primeiros singles, marcando a estreia ao vivo “Playboy Bunny”, “SS26”, “Camera” (que provavelmente é o próximo single e pode ser ouvida pela primeira vez na íntegra), “Wink Wink” e “Rock Music”, além da inédita “Take Away the Music”, que, como não está na ordem das faixas do disco original, deve ser o lado B de “Camera”, que deve surgir em breve. Além destas, ela abriu espaço para um disco que torna-se cada vez mais importante em sua carreira, o pandêmico How I’m Feeling Now, que veio representado por “Anthems”, “Pink Diamond” e “Party 4 U”, cimentando ainda mais a base desta sua nova década. Eu bem que fiquei esperando uma aparição do Cronenberg, mas acho que ela deve guardar um momento específico para esta surpresa, afinal de contas… é o Cronenberg. Na próxima terça, ela repete o show pequeno no Scala de Londres, último show antes de ela encarar a série de quatro festivais com os quais abre sua nova turnê: primeiro nos EUA, tocando primeiro no Lollapalooza de Chicago e depois no Outside Lands de São Francisco, para depois ir para seu país, quando toca nos festivais ingleses de Reading e Leeds em agosto, antes de começar efetivamente a turnê de seu disco novo em setembro. Temos muita Charli ainda esse ano…

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Rod Stewart ♥ Bonnie Tyler

Dói o coração! Rod Stewart, acompanhado do maestro pop Jools Holland, celebrou a memória da musa galesa Bonnie Tyler em um evento fechado que realizado na quinta passada num hotel de luxo na cidade de Auchterarder, na Escócia, ao lembrá-la cantando um de seus maiores hits, “It’s A Heartache”. Ela partiu cedo demais💔…

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Desfragmentando partículas de som

O encontro entre a dupla Test e a cantora Paola Ribeiro parecia uma contradição frontal ou um acerto infalível – e felizmente o barulho extremo da dupla de pós-metal sobrepôs-se como uma camada apocalíptica e tensa na canção desconstruída da vocalista que, acompanhada da bandaça que lhe ajudou a erguer Circus, seu ótimo disco de estreia (parte deles velhos conhecidos do Test), materializou a segunda opção como matriz de uma nova sonoridade, ainda em construção, durante essa sexta-feira, no Sesc 14 Bis. Além de João e Barata do Test e de Paola, o palco ainda contava com as presenças dos dois integrantes da Rádio Diáspora (os sopros de Rômulo Alexis e a bateria de Wagner Ramos), os eletrônicos de Podeserdesligado, a guitarra de Kiko Dinucci e o baixo de Marcelo Cabral, todos jogando no modo hard. A big band de noise começou num improviso comum para depois cair na faixa mais recente de Paola (“Furtacor”) que foi emendada com “Eles Voltam”, do Disco Normal, do Test, e inaugurar a primeira dobradinha da noite, quando João e Kiko duelaram suas guitarras em cantos extremos do palco. Outros duetos surgiram no decorrer da noite, contraponto inevitavelmente as baterias de Barata e Ramos e, num dos grandes momentos da noite, o trompete de Rômulo com a voz de Paola, que vieram para a frente do palco e optaram por solarem sem microfones. Depois Paola solou com seu berimbau amplificado e tocado com um arco para retomar as passagens pelos repertórios respectivos, alternando momentos como a turbulenta “Fama/Fome” do Test com a explosão de “A Fenda e o Corte”, de Paola, com a banda testando os limites do ruído como se acelerassem fissões das partículas de som ao vibrá-las e acelerá-las cada vez mais. A apresentação durou menos de uma hora, duração perfeita para o atordoo sonoro e conceitual que conseguiram atravessar, mas funcionou apenas como um reconhecimento mútuo para caminhos que podem explorar se começarem a compor em conjunto. Voltaram um bis cirúrgico, tocando “Faca da Palavra” que estará no próximo disco de KIko Dinucci e que abre o disco que Paola lançou ano passado. Pesado e promissor.

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Fiona Apple está vindo…

Fiona Apple, que não está nas redes sociais, pediu pra uma amiga publicar um vídeo pra dar notícias, dizer que ela tá tentando escrever sobre o momento que estamos vivendo, mas que a “barreira infinita de horrores” sobre a qual quer falar também é a mesma que a impede de ser mais criativa – e avisa que, quando puder, terá novidades vindo aí.

Assista abaixo:  

Fabiana Cozza ♥ Alcione

É longo e vale ver inteiro o depoimento emocionado da grande Fabiana Cozza sobre o encontro com sua mestra Alcione na abertura da exposição Com Amor, Alcione, idealizada pelo Centro Cultural Vale Maranhão e aberta nesta quarta-feira no Museu das Favelas de São Paulo. Ao cantar com uma de suas maiores inspirações, Cozza voltou a publicar um vídeo reforçando a importância daquele momento, em que pode ultrapassar diversas questões atuais para reforçar sua paixão pela música e pela identidade cultural brasileira. Depois do depoimento dá pra ver trechos do encontro, tanto das duas cantando juntas quanto de Fabiana declarando sua admiração à sua luz artística. Bonito demais. A exposição segue no Museu até o dia 6 de dezembro.

Assista abaixo:  

Uma coletânea e um filme de Negro Leo

Eis que Negro Leo reaparece em dose dupla. Primeiro quando o selo inglês Hive Mind anuncia uma coletânea – em um disco duplo! – de sua carreira chamada de White Elephant, que reúne vinte e sete (!) faixas de treze lançamentos diferentes feitos pelo bardo do absurdo (ou “cosmic joker”, como os gringos preferem chamar) entre 2012 e 2024, em parceria com o incansável selo carioca Quintavant. E depois ele acaba de anunciar o lançamento do filme que fez em parceria com outro ás, este das câmeras, Gregorio Gananian (que fez Inaudito, sobre o lendário guitarrista Lanny Gordin). Aquele Que Viu o Abismo, a distopia brasileira que ganhou o prêmio de Melhor Filme na Mostra Olhos Livres da 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, tem sua estreia marcada para o fim deste mês, dia 30 de julho, nos cinemas brasileiros. Veja o cartaz e um teaser do filme abaixo: