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GabirotoX + Luíza Villa: Só Mais Uma Vez

Maior satisfação em receber nesta terça-feira o encontro de dois novos talentos da cena de São Paulo num show conjunto, quando os incansáveis GabirotoX e Luíza Villa misturam influências e repertórios pela primeira vez no mesmo palco, mostrando inclusive músicas compostas a dois. O espetáculo Só Mais Uma Vez também reúne instrumentistas que acompanham os respectivos trabalhos solo dos dois, como o tecladista Pedro Abujamra e o percussionista Jorge Bento do lado de Luíza e o baixista João Monteiro e o baterista Pietro Benedan do lado de GabirotoX, enquanto os dois dividem vocais e violões à frente do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Lauryn Hill ♥ Erykah Badu

Duas mães do neosoul posaram juntas pela primeira vez num mesmo ensaio para a próxima edição da revista inglesa Outlander. Lauryn Hill e Erykah Badu foram fotografadas por Elliot Hensford – e há mais fotos abaixo:  

…mas não falha

Confia que vem: assim foi o começo da temporada que a mineira Sara Não Tem Nome está fazendo nas segundas de agosto no Centro da Terra, quando finalmente pode reunir um de seus vários projetos paralelos pela primeira vez no palco. A estreia ao vivo de seu grupo Tarda acontece seis anos após o lançamento de seu único disco, lançado no infame 2020 pandêmico que nos confinou sem shows por quase dois anos seguidos, e com mudanças na formação – a entrada do baterista Wallace Schmidt no lugar de Julia Baumfeld, que acaba de ser mãe e não pode comparecer à estreia, sendo lembrada na estampa de uma camiseta vestida num dinossauro inflável num dos cantos do palco (este assinado pelo quinto integrante da banda, o cenógrafo Randolpho Lamonier). A espera por este momento ainda foi temperada por minutos de espera para a banda subir ao palco, instaurando uma tensão levada por toda a apresentação, em que o grupo não trocou palavras com o público, esticando-a em transições entre as músicas que levavam mais tempo que o normal porque seus integrantes trocam de instrumentos constantemente. Mas a liga criada pela mistura dos talentos de Sara (entre vocais, sintetizadores, baixo, guitarra e bateria), Paola Rodrigues (entre synths e vozes, muitas vezes loopadas), Victor Galvão (entre baixo e guitarra) e Wallace (da bateria para a guitarra), aguçou o clima de fim de mundo instigado pela execução da íntegra do disco bilíngue Futuro, indo do pós-punk ao noise e por experimentos eletrônicos, e deixando a sensação de desesperança e melancolia crescer intensamente junto com o volume do som. Uma ótima estreia para uma temporada promissora.

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Sara Não Tem Nome: Não Tem Nome

Imenso prazer em receber a mineira Sara Não Tem Nome para ocupar as segundas-feiras de agosto no Centro da Terra com a temporada que, como seu pseudônimo, é batizada de Não Tem Nome. São quatro facetas diferentes desta multiartista e a primeira delas, neste dia 10, conta com a primeiríssima apresentação de seu grupo Tarda, formado por Sara, Julia Baumfeld, Paola Rodrigues, Randolpho Lamonier e Victor Galvão, que lançaram seu único disco, chamado Futuro, no infame 2020, o que os impediu de fazer quaisquer apresentações ao vivo, que finalmente se materializa nesta temporada. Depois, no dia 17, ela recebe Lorena Hollander, Marina Mole e Vladimir Safatle para uma noite que fala sobre magia, sombras e assombrações. No dia 24 de agosto ela mostra outro de seus grupos paralelos, este criado este ano, chamado Cachorro Pessoa, em que reúne-se com Carime Elmor, Clara Castro, Wallace Schmidt e a dupla Elisa Moreira e Victor José (do Antiprisma), para celebrar a amizade e fidelidade canina com canções feitas para estes animais. A temporada termina no dia 31, quando ela recebe Luiza Brina, Marcelo Callado e Beto do Teatro Oficina para experimentar sobre as músicas de seu disco mais recebe, chamado de A Situação. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Charli XCX ♥ Strokes

Charli XCX não deixou barato ao aparecer no festival Outside Lands, que aconteceu neste fim de semana em São Francisco, nos EUA, e além de ter feito um showzaço encerrando a programação do festival na sexta-feira, tirou o sábado para dar uma palhinha no meio do show dos Strokes, que fechavam o mesmo festival no dia seguinte à sua apresentação. “Tivemos uma batalha”, brincou o vocalista Julian Casablancas ao anunciar que tinham uma pequena convidada superstar e deu-lhe os parabéns por ter vendido mais que o disco mais recente de sua banda, lançado exatamente no mesmo dia de Music Fashion Film, o recém-lançado sucesso de Charli XCX. “A nova rainha de tudo!”, comemorou Julian, antes de puxar seu hit “Take it or Leave it” com a estrela brat nos vocais. Isso não acontece todo dia…

Assista abaixo:  

E esse papo da Björk pirando em Clarice Lispector?

Foi uma notinha na coluna do Ancelmo Gois no Globo que soltou que a cantora islandesa considera a autora brasileira “a maior escritora do século 20” e que está fazendo uma música inspirada no livro A Paixão Segundo G.H., sem dar mais detalhes sobre fontes, títulos, colaboradores, contexto nem data de lançamento. Como o próprio jornalista menciona, é mais uma estrela pop que cai nos encantos da clássica autora brasileira, depois de Lorde, Rosalía e Olivia Rodrigo. A influência de Clarice vai crescer demais nos próximos anos (mesmo que essa notícia não dê em nada)…

Lindsey Buckingham ♥ Stevie Nicks

“Estamos nos falando o tempo todo”, revelou Lindsey Buckingham em entrevista o site E! sobre sua relação atual com Stevie Nicks, sua ex-companheira e parceira de banda numa das forças criativas mais imponentes do rock dos anos 70, a segunda encarnação do Fleetwood Mac. O guitarrista e vocalista inclusive mencionou que o documentário sobre a banda, programado para estrear no canal de streaming da Apple no ano que vem, pode provocar outras novidades sobre o ex-casal, conhecido por terminar sua relação e registrar esta ruptura nos discos da própria banda – especificamente no clássico Rumours, um dos principais discos da história do rock, que completa 50 anos no ano que vem. “Acho que o processo de realização tem se tornado um processo de cura bem circular para todos nós”, contou Lindsey, “porque o jeito que deixamos as coisas em 2019, pelo menos até onde eu sei, não ficou bem para todos pelos motivos errados. Ninguém ficou feliz com isso e tudo isso tem sido trabalhado e remediado”. Os dois voltaram a se falar há dois anos, depois de mal conversarem no velório da ex-tecladista do grupo Christine McVie em janeiro de 2023, o que resultou na primeira edição digital (que não foi lançado nem em CD!) do disco que os dois gravaram como dupla antes de entrar no Fleetwood Mac e desviar os rumos originais do grupo para além do blues elétrico. Buckingham Nicks foi relançado em setembro do ano passado, quando também foi anunciado o tal documentário citado pelo guitarrista. Pelo jeito os dois estão conseguindo refazer as pazes depois de anos de idas e vindas, que inclui o clássico momento da primeira volta do grupo em 1997, quando lançaram o disco ao vivo The Dance e Nicks encarou Buckingham ao cantar o feitiço “Silver Springs”, mirando-o com um olhar imortal enquanto cantava ameaçadora: “Eu te perseguirei até que o som da minha voz te assombre, tu nunca se livrará do som da mulher que te amou” (assista abaixo). Será que os dois voltam a fazer shows? Imagina…  

Todo o show: Charli XCX ao vivo no Outside Lands (7.8.2026)

Charli XCX repetiu o showzaço que fez no fim de semana passado no Lollapalooza de Chicago ao apresentar-se na outra ponta dos Estados Unidos, quando levou Music Fashion Film ao vivo para o festival californiano Outside Lands nesta sexta-feira. Subindo mais um degrau desde que fez seu disco de 2024 virou um fenômeno transmídia, ela tornou-se atração principal dos quatro festivais que foi escalada no início deste semestre e conseguiu equilibrar a estética da pista de dança (emendando as músicas umas nas outras) com a linha de shows que vinha fazendo até aqui (minimalista, quase sempre sozinha no palco) com a proporção de espetáculo que pede o principal artista de um festival, trazendo corpo de dançarinas (que brincam com a ideia de pista de dança e passarela de moda) e uma luz absurda, espartana e estroboscópica, mantendo a tonalidade monocromática do novo disco. E apesar de ser um show dedicado ao Music Fashion Film (e temperado constantemente com trechos da fala de David Cronenberg no final deste álbum), ela consegue passar bem por parte de sua carreira, mostrando que não é uma mera bola da vez. E um dos melhores momentos disso está na transição entre as duas músicas que fez para a trilha sonora da nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes para o miolo Brat do show, em que ela abriu mão do verde limão para manter-se no chiaroscuro do novo disco.

Assista à íntegra do show abaixo:  

Olivia Rodrigo entrando pelas frestas

Está sendo bem interessante assistir à forma que Olivia Rodrigo conduz o lançamento de seu novo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. Enquanto paga tributo à geração do rock anterior à década em que ela nasceu (alinhando-se estrategicamente com David Byrne, Robert Smith, Weezer e, mais recentemente, os Smashing Pumpkins), ela também começa a mostrar suas intenções políticas: primeiro ao criar o festival Daisy Chain, só com mulheres no elenco e sem grandes proporções ou patrocinadores, e depois ao começar a falar sobre questões tidas como delicadas para grandes popstars como direitos reprodutivos, políticas antiimigração e mobilização a favor do voto (que não é obrigatório nos EUA). E aproveitou o pequeno show-surpresa que fez esta semana em Nova York (outra brecha: fazer show pequeno sendo uma artista que lota estádio) para lançar sua própria conta no Bandcamp, onde lançou uma versão delicada para uma das músicas de seu novo disco. Mas o pulo do gato de “Purple (Happy Version)” (que só pode ser ouvida no Bandcamp) é que ela está à venda para download e, ao lançar sua conta numa sexta-feira (aproveitando o dia em que a plataforma digital reverte 100% das vendas para os próprios artistas, sem ficar com sua parcela), ela conseguiu usar aquela comunidade online como uma forma de arrecadar recursos para a fundação que criou para tocar seu festival. Não duvido que vá inclusive bater recordes no Bandcamp…

Ouça abaixo:  

Eclipse Total @ Casinha (8.8)

Quando menos você espera, surge o Eclipse Total. A festa criada por mim e pela Camila tem mais uma edição na Casinha neste dia 8 de agosto, quando, como de praxe, reunimos clássicos da pista de dança com hits desta década, para apresentar músicas novas para os veteranos da noite e trazer hits imortais para os novatos, sem distinção de gênero musical, país de origem ou época de lançamento. O que importa é fazer todo mundo dançar! Vamos nessa? Os ingressos já estão à venda.