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M. Takara + Carla Boregas: Par Expandido

Nesta terça-feira recebemos mais uma vez no palco do Centro da Terra a dupla M. Takara e Carla Boregas, que tocam juntos desde 2018 e retornam ao teatro do Sumaré ampliando sua formação com participações especialíssimas. No espetáculo Par Expandido, os dois ampliam seu instrumental para além de eletrônicos e percussão, recebendo o contrabaixo de Marcelo Cabral, o clarinete e clarone de Juliana Perdigão e o piano de Philip Somervell para uma noite que vai do improviso à ambiência, percorrendo diferentes fronteiras da música e do ruído. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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Tudo em família

Começamos o ano tranquilos no Centro da Terra tocados com o belo espetáculo familiar que os irmãos Ná e Marco Ozzetti puderam nos proporcionar nesta primeira segunda-feira de fevereiro. Antecipando Música na Poesia, disco que lançarão no final deste mês que partiu da intenção de Marco em musicar a poesia da baiana Simone Bacelar que foi abraçada pela irmã Ná. Foi ela que montou a banda formada pela sobrinha Thata Ozzetti, filha de outro irmão, Dante, que também estava na plateia, na percussão e pelo baixista Xantilee Jesus, que a própria Ná se referiu como família devido ao tempo que trabalham juntos – citando o contrabaixo de “Nós”, segunda música de seu primeiro disco solo, lançado em 1988. Juntos passearam por um repertório em que a voz de Ná e o violão de Marco ecovam a musicalidade brasileira de um século atrás, quando nossa música começou a se movimentar pelas ondas do rádio. A apresentação ainda contou com mais familiares no percurso, quando a cantora Mariana Furquim e a percussionista Luana Ozzetti, que tocou lindamente cuíca em uma música, as duas filhas de Marco, deixando o clima desta primeira apresentação do ano ainda mais confortável e aconchegante.

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Ná Ozzetti + Marco Ozzetti: Música na Poesia

Nesta primeira segunda de fevereiro damos início ao oitavo ano da curadoria de música no Centro da Terra e Ná Ozzetti foi a convidada para abrir essa nova série de apresentações, quando vem ao lado de seu irmão Marco Ozzetti celebrar a poesia de Simone Bacelar em canções que estarão no primeiro disco que lançarão juntos, ainda este ano, chamado de Música na Poesia. O espetáculo ainda conta com as participações de Thata Ozzetti na percussão e Xantilee no contrabaixo ,mantendo a mesma formação que registrou o futuro disco. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados pelo site do Centro da Terra.

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Pulp ♥ Abba

Quem gosta de Abba e de Pulp já deve ter percebido que o trabalho das duas bandas, apesar de não parecer, pertencem a um mesmo universo musical. Então imagine a possibilidade de ver o Pulp tocando Abba à frente de uma orquestra? Foi isso que a BBC pensou ao chamar a banda liderada por Jarvis Cocker para tocar em seu clássico estúdio Maida Vale, acompanhados pela orquestra da própria emissora inglesa. O melhor foi que Jarvis preferiu uma música pouco manjada do quarteto sueco para a apresentação, “The Day Before You Came”, de 1982. Olha isso…

Assista abaixo:  

Ninguém segura os Boogarins!

É impressionante como estar numa banda pode elevar o estado de espírito coletivo de seus integrantes a ponto de fazê-lo conectar-se com o de todos os presentes – e em todo show dos Boogarins eles chegam nesse ponto. A simbiose entre seus integrantes já transcende a fala e o gesto de tanto que eles dominaram a arte do improviso coletivo, usando ganchos pontuais de suas canções como marcações sonoras para atravessar diferentes pontos da noite em seus shows. Quando o mapa da noite é longevo Manual, segundo disco da banda que começou a festejar sua primeira década de existência no final do ano passado, essa conexão entre músicos e plateia talvez chegue em sua sintonia perfeita. Primeiro porque esse é o álbum que forjou o som da banda até hoje, em que seus atuais quatro integrantes participaram de todas as etapas e cujas canções refletem tanto o início de sua maturidade musical tanto como compositores quanto como instrumentistas. Essa força decana do disco conecta-se inclusive com a nova geração de fãs da banda goiana, contemporâneos de suas lives durante a pandemia, dos dois volumes da compilação Manchaca, da retomada aos palcos depois do período de trevas do início da década e da criação e lançamento de seu disco mais recente, Bacuri, tido como obra-prima para essa nova safra de adeptos do som da banda. Fpra, estes que em sua maioria lotaram o teatro Paulo Autran neste sábado em mais uma apresentação em homenagem ao disco de 2015, quando o grupo visitou o álbum como deve ser – seguindo-o na ordem e com direito a longos trechos improvisados, o que rendeu momentos catárticos para o público. Depois de agradecer a presença de todos e reforçar a importância de existir por causa da música, o grupo emendou um bis com duas músicas do disco mais recente (“Amor de Indie” e a faixa-título) e uma do disco Lá Vem a Morte de 2017 (a canção-assinatura “Foi Mal”) para coroar um show que ainda teve a já tradicional prancha do baixista Fefel, quando ele abandona sua peruca, e uma mudança significativa na parte técnica da banda, fazendo inclusive iluminação e telão funcionarem em harmonia perfeita. Se o show de abertura desta turnê no Cine Joia já tinha sido impressionante, este mais recente subiu ainda mais o patamar. Ninguém segura os Boogarins!

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Bruce Springsteen celebra Mineápolis

Bruce Springsteen vem se tornando uma das principais vozes da classe artística estadunidense contra o regime que Donald Trump baixou em seu país, chegando ao cúmulo de ter sua milícia particular assassinando pessoas inocentes, especialmente na cidade de Mineápolis, que tornou-se o epicentro dessa nova tragédia nos EUA. E depois de esbravejar em shows e entrevistas, ele resolveu eternizar essa era de trevas em seu país em uma canção. “Streets Of Minneapolis” em que retoma o tom das canções de protesto à Bob Dylan para descrever o estado decrépito que seu país afunda em violência, mencionando por nome, tanto as vítimas fatais do governo norte-americano (Alex Pretti e Renee Good) quanto os patifes que orquestraram essa desordem, os palhaços de extrema-direita Stephen Miller (vice-chefe do gabinete de políticas públicas da Casa Branca), Kristi Noem (secretária de segurança interna) e, claro, o agente laranja que escangalha de vez os EUA, chamado por Bruce na música de “Rei Trump”. A capa do single não deixa meios-termos ao mostrar um protesto dos cidadãos daquela cidade contra a polícia particular de Trump.

Ouça abaixo:  

Charli XCX ♥ Sky Ferreira

Mal lançou The Moment, pseudodocumentário inspirado na turnê de seu disco-fenômeno Brat, Charli XCX parte para a nova fase de seu plano de dominação do mundo do cinema, ao trazer mais detalhes sobre seu próximo disco, que também é a trilha sonora para a nova versão do clássico O Morro dos Ventos Uivantes, romance que a inglesa Emily Brontë publicou em 1847 e que sazonalmente é adaptado para a telona. A nova versão estreia nos EUA neste mês e conta com direção de Emerald Fennell e Jacob Elordi e Margot Robbie no papel do casal protagonista. Charli já lançou três músicas deste novo disco (“House”, composta e gravada ao lado de ninguém menos que John Cale, “Chains Of Love” e “Wall Of Sound”) e agora antecipa a ordem das músicas do disco que sairá no dia 13 de fevereiro e terá uma colaboração com uma de suas artistas favoritas, Sky Ferreira. Sem lançar álbuns desde seu primeiro disco, Night Time, My Time, de 2013, ela vem travando uma batalha judicial contra sua gravadora Capitol e seu segundo álbum, Masochism, que deveria ter saído em 2015, segue sendo adiado. De lá pra cá, a própria Charli chamou-a para colaborar em uma faixa (“Cross You Out”) em 2019, mesmo ano em que ela lançou o primeiro single desde o disco de 2013, “Downhill Lullaby”. De lá pra cá, Ferreira lançou mais duas músicas, “Don’t Forget”, lançada em 2022, e “Leash”, lançada no ano passado para a trilha do filme Babygirl. “Eyes of the World”, a colaboração com Charli na trilha sonora de O Morro dos Ventos Uivantes, é a quinta faixa que Sky Ferreira lança desde o anúncio de Masochism que, depois do movimento dos fãs por sua liberdade (chamado de “Free Sky Ferreira”), parece que finalmente vai ser lançado este ano.

Veja a lista das novas faixas de Charli abaixo:  

Quem também vem é a Jessie Ware!

Jessie Ware abre seu 2026 dando mais um passo rumo ao topo do estrelato ao anunciar seu sexto álbum, Superbloom, para o início de abril. Vindo de uma sequência magistral de discos (de Glasshouse de 2017 ao What’s Your Pleasure? de 2020 e That! Feels! Good! de 2023), ela parece também estar distanciando-se da pista de dança rumo a um platô pop que, temo, possa fazê-la perder seu charme e sua ousadia musical – um pequeno declive que, por exemplo, transformou o instigado disco de 2020 (uma interrogação) em um extasiado novo capítulo (uma exclamação) três anos depois. O próprio fato do single que anuncia o novo álbum se chamar “I Could Get Used To This” (e seu clipe opulento, veja abaixo) funciona como termômetro dessa transformação, que a veem falando de Grace Jones, Barbra Streisand e Whitney Houston como inspirações. Tomara que ela mantenha a verve anterior.

Assista ao clipe de “I Could Get Used To This” abaixo:  

Veio o Sugar!

Como previsto, o Sugar anunciou oficialmente a volta às atividades para além do par de shows e do single que soltaram no ano passado. Quem puxa as atividades de 2026 é o single “Long Live Love” (veja o clipe abaixo), que seu compositor, o líder da banda e fundador do seminal Hüsker Dü, Bob Mould, desenterrou da época em que morou em Washington, capital dos EUA, em 2007, e que reflete a fase DJ que ele atravessava. Bob inclusive menciona a semelhança da canção com um dos seus discos favoritos da vida, o segundo do Garbage (!). Além do novo single (que será vendido como um compacto junto com a música que lançaram ano passado, “House Of Dead Memories”), o grupo também anunciou dezenas de shows durante o ano começando por Nova York, nos EUA, no início de maio para depois fazer Europa até junho e retomar a turnê pelos Estados Unidos entre agosto, setembro e outubro. E nada de América Latina, Oceania ou Ásia por enquanto. Fora que veio mais um single, vieram (muito) mais shows, mas o disco ainda está por vir… Esperamos.  

E que tal assistir ao documentário sobre o início da carreira solo do Paul McCartney no cinema?

Man on the Run, o documentário sobre o início da carreira solo de Paul McCartney e sobre a criação de sua segunda banda, os Wings, chega ao Amazon Prime no final do mês. Mas o clamor dos fãs (inclusive deste que vos escreve) deve ter ecoado junto às partes envolvidas e Paul anunciou que o filme terá sessões no cinema em apenas um dia, 19 de fevereiro. Mas ainda não sabemos quantas sessões serão e em quais países será exibido. Para saber, basta cadastrar-se no site do filme para ser informado destas sessões, que começarão a ter seus ingressos vendidos no dia 4 de fevereiro. Caso não passe por aqui, resta esperar a estreia no streaming da Amazon, dia 27.